
Agosto de 2025 foi marcado por frio intenso, pouca chuva e grandes contrastes climáticos no Paraná. De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o mês terminou com temperaturas médias abaixo da média histórica e acumulados de chuva entre os mais baixos das últimas duas décadas em diversas regiões.
Em algumas cidades, como Cambará, praticamente não choveu — os pluviômetros registraram menos de 1 mm em todo o mês. Já em Jaguariaíva e Telêmaco Borba, os volumes foram os menores em 12 e 25 anos, respectivamente. Em contrapartida, 19 estações meteorológicas registraram chuva acima da média, entre elas União da Vitória, que acumulou 163,4 mm, ou 54,7 mm acima do esperado.
O frio também chamou a atenção. General Carneiro teve seis dias seguidos de geada, enquanto municípios como Guarapuava, Palmas e São Mateus do Sul amanheceram com temperaturas negativas. No extremo oposto, cidades como Antonina, Paranaguá e Loanda registraram máximas acima de 36°C em alguns dias de agosto, caracterizando veranicos.
Segundo o meteorologista Leonardo Furlan, do Simepar, a irregularidade das chuvas foi resultado do deslocamento de sistemas meteorológicos vindos do Paraguai e da Argentina em direção ao Sul do Brasil, favorecendo principalmente regiões do Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado.
Mesmo com os extremos, todas as estações meteorológicas registraram temperaturas médias dentro ou abaixo da normalidade. Palotina, por exemplo, teve a maior diferença: 2,2°C abaixo da média, com a menor temperatura registrada para agosto desde 2018.
União da Vitória, ao lado de cidades como Pinhão, Santa Helena e Palmas, ficou entre os municípios que ultrapassaram a média de chuvas para o mês, contrariando a tendência de seca que predominou no Paraná.