Projeções climáticas atualizadas do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF) indicam a possibilidade de um “Super El Niño” com início já em 2026. A informação acende alerta para os impactos globais que podem ser causados pelo fenômeno até 2027.
Segundo o relatório, o aquecimento das águas superficiais do Oceano Pácifico (condição necessária para a formação do El Niño), pode ser tão intenso a ponto de o fenômeno ser o mais forte em 140 anos.

O Super El Niño está ligado ao aquecimento superior a dois graus Célsius nas águas do Pacífico equatorial. Esse tipo de episódio é considerado raro, e acontecem, em média, a cada 10 ou 15 anos.
No Brasil, o El Niño costuma aumentar o risco de secas no Norte e Nordeste e favorecer grande volume de chuva no Sul.
Um fenômeno de grandes proporções pode preocupar o Vale do Iguaçu. Um dos maiores El Niño já registrados, entre 1982 e 1983, foi o catalisador da maior enchente da história de União da Vitória e Porto União.
Em 2023, ano da última enchente registrada no Vale do Iguaçu, o fenômeno estava presente no Oceano Pacífico.
Apesar do sinal de alerta, ainda não é possível cravar qual será a intensidade do fenômeno.