Tempestade histórica deixa ao menos 14 mortos em Juiz de Fora, MG

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Atualizado há 7 meses

As fortes chuvas que atingiram o município mineiro de Juiz de Fora nesta segunda-feira, 23, causaram a morte de ao menos 14 pessoas. A prefeitura decretou estado de calamidade pública.

Tempestade histórica deixa ao menos 14 mortos em Juiz de Fora, MG
Foto: Frame Câmera de segurança Juiz de Fora

A Defesa Civil do município estima que 440 pessoas estejam desabrigadas. Elas já receberam acolhimento e acomodação provisória. De acordo com a prefeitura, foram registradas 251 ocorrências.

“As equipes municipais seguem mobilizadas no atendimento às ocorrências, no suporte às famílias atingidas e na procura por desaparecidos”, informou a administração municipal.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, com o transbordamento do Rio Paraibuna, a corporação foi acionada para atender ocorrências de inundações, soterramentos e risco estrutural em encostas e áreas próximas ao rio. Em poucas horas foram mais de 40 chamadas emergenciais envolvendo vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas.

Juiz de Fora decreta calamidade pública

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, disse, nas redes sociais, que a cidade teve 584 milímetros de chuvas acumuladas, o que faz do mês de fevereiro o mais chuvoso da história do município mineiro, com volume superior ao dobro do esperado para o mês.

Foto: Prefeitura de Juiz Fora

“Isso nos trouxe toda a sorte de transtornos, desde coisas muito graves [como] situações de soterramento. Nesse momento, temos registrado 20 soterramentos, especialmente na região sudeste”, afirmou a prefeita.

“Estamos com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, com todos os nossos recursos, buscando salvar vidas. Bairros estão ilhados. O rio Paraibuna saiu da calha, o que também é uma coisa histórica”, completou Margarida.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, com o transbordamento do Rio Paraibuna, a corporação foi acionada para atender ocorrências de inundações, soterramentos e risco estrutural em encostas e áreas próximas ao rio. Em poucas horas foram mais de 40 chamadas emergenciais envolvendo vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas.

As creches e escolas municipais estão com as aulas suspensas. Os funcionários da prefeitura fazem teletrabalho. A recomendação é evitar sair de casa e fazer deslocamentos desnecessários.

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