Alta qualidade da maçã dispensa uso de defensivo que penetra até 6 mm na fruta

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Atualizado há 5 anos

(Foto: Reprodução).
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Parte 6

Santa Catarina ostenta há vários anos o título de maior estado produtor de maçãs do país. Boa parte é para exportação a mercados bastante exigentes em termos de saúde. Um estudo feito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), em parceria com uma universidade dos Estados Unidos e publicado em revista científica daquele país, mostrou que o Imazalil, produto aplicado após a colheita para evitar que as frutas apodreçam no transporte, penetra 6 milímetros na maçã. Ou seja, não adianta lavar ou retirar a casca. O veneno estará lá.

E em Santa Catarina? Quem responde é o secretário de Estado da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto. Engenheiro agrônomo, ele garante que essa prática foi “repelida com bastante veemência” pelo próprio setor aqui no estado. “Nossa maçã é de extrema qualidade e segue todos os protocolos sanitários internacionais estabelecidos pelos países importadores, já desde a produção no campo. Todas as boas práticas de manejo são adotadas e o setor é extremamente profissional”, enumera.

Ele acredita que a alta qualidade da fruta produzida principalmente na Serra catarinense dispensa qualquer artifício químico para sua preservação, o que faz dela uma fruta bonita, resistente e absolutamente segura para o consumo. “Essa prática acontece em outros estados, mas jamais aqui. E os próprios resultados do Programa Alimento sem Risco validam essa minha afirmação.”