ANIVERSÁRIO: Parabéns, jornal O Comércio

Neste ano, veículo alcança uma idade cheio de significado para quem lê, assina, anuncia e produz, todos os dias, um jornal tão especial quanto o dia de hoje

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Atualizado há 7 anos

(Fotos: Mariana Honesko/Reprodução).
Onde tem notícia, tem O Comércio (Fotos: Mariana Honesko/Reprodução).

Se o leitor reparou, desde o dia 3, a logomarca do jornal O Comercio está acompanhada de um carimbo, pelos 88 anos, e de uma curta frase: ‘o mais lido’. Não é a toa que está inscrição está ali. A frase era dita apenas entre os colegas, nas reuniões de pauta, no café, mas de tão forte, foi aprovada pela direção e desde o começo do mês, é estampada na capa. Essa frase, que não se trata de um convencimento da equipe, mostra, na verdade, o potencial do veículo, um jornal antigo e ainda hoje, lido intensamente.

Mas, neste dia 11 de junho, quando O Comércio comemora 88 anos de criação (leia mais no quadro), é a sua idade o que mais chama a atenção. Olhe bem: vire seu rosto para a direita ou para a esquerda, imagine o número 88 deitado. O que representa? Sim, o símbolo do infinito. E de infinito, O Comércio entende.

Infinito, nada mais é, do que algo sem limites.  E quando se trata de jornalismo, de contar histórias, o jornal não tem limites. Debruçado sobre os ensinamentos do seu fundador, Hermínio Milis, e amparado por todos os demais grandes profissionais que ao longo dos seus 88 anos já passaram por aqui, a equipe de 2019 fuça, sem timidez, no que é importante para o leitor. Repórteres com lama na bota, dedicam milhares de caracteres por ano, a cada matéria, para infinitamente informar. Esse é o papel do “mais lido”, desde sua fundação, em 1931. Cá estamos, 88 anos depois.

E porque esse número é tão especial? Pegue sua xícara de café e mergulhe nas aventuras dos 88 anos do jornal O Comércio.

Infinito

Como pingente, de ouro ou de prata, o símbolo do infinito é preferência da maioria dos apaixonados, de pais que querem eternizar o amor pelos filhos, de best friends forever (BFF) que se amam loucamente. A peça, que custa em média R$ 80 nas óticas e relojoarias, é um tiro certo quando o assunto é afeto.

Esse significado também combina com O Comércio, pois cada noticia vem com seu próprio DNA, carregado de emoções, ora alegres, quando noticia grandes conquistas, nascimentos, construções e projetos, ora tristes, quando precisa contar sobre um acidente, sobre a morte de alguém, sobre a poluição do Iguaçu, rio tantas vezes mencionado nas páginas do veículo.

Ao longo de seus 88 anos, O Comércio foi além de apenas contar algo. Por ser impresso e por estar em uma região interiorana, as páginas puderam contar e fazer com que o leitor entendesse as notícias. E para isso acontecer, o veículo foi se adaptando ao tempo – e espaço: ele deixou de ser semanal para ser diário, diminui de tamanho e no final de semana, é mais gordinho. Tudo, absolutamente tudo, é pensado. Até mesmo o uso das finas linhas, que vem deixando o visual mais contemporâneo e suave. As fotos, os “olhos” e os boxes, surgem para completar uma informação ou para dar destaque ao que é preciso. De tão rico, O Comércio é usado, com frequência, para pesquisa acadêmica – e até tema de tese já virou.

Neste ano, para essa matéria de aniversário, a reportagem também pensou na inovação e trouxe para estas páginas, um ar místico para a idade de “o mais lido”. E não é que as notícias são boas? Sobre os 88 anos, a taróloga, Patrícia de Faria, que atua no Vale do Iguaçu, fez avaliações. “Fazer 88 anos não é para qualquer empresa, pois, se sabe o quanto precisa ser feito para se sustentar no mercado de trabalho nos dias atuais. Esta idade pode representar que muito foi feito em todos estes anos que se passaram, assim como muitas transformações existiram ao longo deste caminho tão intenso e tão árduo muitas vezes. Quantas pessoas passaram por este jornal e quantas notícias foram publicadas, e todos estes anos foram passando e o jornal sempre buscando novas tecnologias e uma grande interação com as mídias sociais. Ainda estamos aqui, muito mais fortes e sábios e ainda com o prestígio de uma instituição sólida”, avaliou.

“Este número (88) nos remete a muitas coisas. Buscando a numerologia, entendi a razão de tamanho sucesso. Este número está diretamente ligado à prosperidade e a vitória. E também, pude perceber que o sucesso está associado ao poder, ao senso ético e à justiça. O significado do número 8 representa o renascimento, renovação, regeneração, caracterizando pessoas trabalhadoras, que sabem gerenciar e que fazem qualquer tipo de sacrifício por aquilo em que acreditam e que ainda são exigentes e ambiciosas”.

Ainda, conforme Patrícia, o número 8 e a influência dele especialmente neste ano, representa equilíbrio – e mediações para o início de um novo ciclo.

Usando os búzios, método diferente da análise cabalista dos numerais, o médium Luiz Lara também é portador de boas notícias. Conforme ele, sob uma avaliação igualmente numérica, toda a história de O Comércio tem significado próprio. Começando pela data de sua fundação. “O dia 11 de junho de 1931 dá 5, que é o número da liberdade. O número 8, representa o infinito. O aniversario deste ano, dá 7, que é a perfeição. Somando todos, cegamos ao 9, que é vibração, liberdade e força”, diz.

E não é que todas essas características compõe o cotidiano do jornal? É infinito, porque a informação é infinita, sem limites de alcança e de influência. É forte, afinal, já são 88 anos nadando com braçadas imponentes, contra a maré digital. É libertador, porque a imprensa não pode ter mordaças. É O Comércio, porque o seu papel é colocar um pouco do mundo da gente em cada história.


11 de junho de 1931

Essa é a data de nascimento do jornal. Fundado pelo professor e jornalista Hermínio Milis, teve muitos problemas e dificuldades no seu início, especialmente por conta do regime militar da época e depois, por causa da Segunda Guerra Mundial. Mesmo assim, ele se manteve e conservou sua essência, ou seja, ser impresso. O jornal possui linha editorial baseada na ética e na informação, com qualidade e respeito com o leitor. Desde 2012, ele integra o Grupo Verde Vale de Comunicação, composto também pelas rádios FM Verde Vale, CBN e também pelo Portal Vvale. É afiliado à Associação dos Diários do Interior (ADI) de Santa Catarina e do Paraná. Ao longo de sua história, teve inúmeros profissionais. Hoje, conta com um time mais enxuto de repórteres, além de colunistas, espaço para a redação do leitor e também para cartoons. É dinâmico, se molda à medida do interesse da comunidade – sem perder seu foco, informar. Sobre a história do veículo, leia mais no portal VVale/jornalocomercio.

Primeira edição do O Comércio, publicada em 11 de junho de 1931
Primeira edição do O Comércio, publicada em 11 de junho de 1931

Um idoso cheio de ideias

Não é porque O Comércio completa 88 anos e está na Terceira Idade (na verdade, está desde os 60 anos) que ele parou no tempo. Por isso, vem novidades por aí. Uma delas, são os vídeos espalhados nas redes sociais do jornal e também do Grupo Verde Vale de Comunicação. Neles, há mensagens de pessoas especiais, que contribuíram com o veículo em algum momento, de autoridades e de quem aprecia a publicação. Esse material estará disponível nas contas até o final da semana, a partir de hoje. Também é da internet que vem a segunda novidade. Trata-se do #TBT O Comércio, apresentado todas as quintas-feiras (a partir dessa quinta) pela diagramadora do jornal, Gabrielly Cesco. Toda semana, ela vai relembrar as notícias que foram destaque em momento de toda a história do jornal. A ideia é mostrar aos mais jovens o material jornal como documento – e aos mais velhos, matar a saudade de um tempo que Ficou no passado, e também em O Comércio. O formato é digital, moderno e também saudosista.

Gabrielly Cesco, diagramadora do JOC e apresentadora do #TBT O Comércio
Gabrielly Cesco, diagramadora do JOC e apresentadora do #TBT O Comércio

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Linha Aberta especial

No dia 8, o programa Linha Aberta, apresentado na CBN Vale do Iguaçu, dedicou todo seu espaço para lembrar a trajetória do jornal ao longo de seus 88 anos. Foram convidados, além da repórter que assina essa matéria, o também jornalista, Marcelo Storck, personagens importantes ao longo da jornada do veículo. Teve saudosismo, humor e afeto. Afinal, O Comércio, berço de tantas reportagens especiais, protagonista de vários prêmios regionais e estaduais, foi também o primeiro emprego de muitos, a segunda de casa de outros tantos, um sonho de Hermínio Milis, idealizado na década de 30, e que daqui dois anos, chega à nona década de vida.

Mariana Honesko e Marcelo Storck relembraram a trajetória do jornal
Mariana Honesko e Marcelo Storck relembraram a trajetória do jornal