Autônoma ficou sem clientes de uma hora para outra

Aline Francielly está entre os 36 milhões de trabalhadores informais do País; a maquiadora de União da Vitória segue em isolamento social para evitar contágio do novo coronavírus

Ela está confiante e quer proteger a si mesma e a sua família, sem hesitar.

Porém, em meio a tantas coisas para pensar vem o dilema: “e agora, vou ficar sem renda?”

Segundo dados divulgados pela Pnad Contínua/IBGE, Aline Francielly faz parte da lista de cerca de 36 milhões de trabalhadores sem carteira assinada ou informais do País. Ela fez de um hobbie tornar a sua profissão. Há quatro anos se tornou uma maquiadora requisitada em União da Vitória e região. Ela começou a ofertar os serviços em casa e depois ganhou área central de União da Vitória, onde montou o seu próprio estúdio.

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O desespero bateu forte quando Aline viu seus clientes desaparecerem de uma hora para a outra, em razão do isolamento social para evitar o contágio do novo coronavírus (Covid -19). A maquiadora também está em casa, para proteger as demais companheiras de morada, a sua mãe e a avó de 84 anos.

“Estou, assim como muitos brasileiros, sem perspectiva de voltar a trabalhar. O meu emprego é a minha única fonte de renda. Não sei o que farei, pois as contas vão chegar. Eu dependo das festas, eventos e reuniões, e está tudo suspenso”, afirma.

Aline sempre teve a sua agenda lotada e conta que em uma semana 23 clientes desmarcaram o serviço.

(Fotos: Arquivo Pessoal)
(Fotos: Arquivo Pessoal)

Questionada sobre a distribuição de R$ 200 mensais do governo federal para amparar trabalhadores informais, durante o momento crítico, Aline acredita que a medida pode ajudar, mas não vai resolver o problema.

Ela teme ser prejudicada pela pandemia, assim como os demais serviços na informalidade, pois lembra que a maquiagem é vista por muitos como algo supérfluo e, até que o País se restabeleça economicamente, acredita que vai um tempo ainda para que ela retome os atendimentos.

“Agora mais do que nunca é hora de termos fé”, pede.

Lei 13.979/20

Considera isolamento a separação de pessoas doentes ou contaminadas de maneira a evitar a contaminação ou a propagação do coronavírus. Já quarentena é definida como a restrição de atividades ou separação de pessoas suspeitas de contaminação das pessoas que não estejam doentes, também para evitar a possível contaminação ou a propagação do vírus.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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