Ariane Rosalino é carreteira sim, e com muito orgulho.
Ela e os colegas caminhoneiros tem trabalhado no mesmo ritmo de antes do novo coronavírus – a Covid-19. Em contato com empresas e motoristas, a informação é de que a queda no ritmo só deve ser sentida dentro de um mês, ainda é cedo para comentar algo e por enquanto, não há risco de desabastecimento nos supermercados do país. Algumas empresas do País já reduziram o número de funcionários do setor.
Com quase cinco anos de experiência no mercado de transportes, Ariane que frequentemente visita os familiares no bairro Santa Rosa, em Porto União, comenta que os caminhões estão rodando na mesma intensidade de antes da doença.

Motorista mulher de carreta com contratado internacional, Ariane é responsável pelas viagens para os países do Mercado Comum do Sul (Mercosul), formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
“O cenário é de cidades fantasmas pelos países do Mercosul, ou seja, todas vazias e em silêncio e as estradas com pouco tráfego de veículos”, diz carreteira.
Ariane comenta que as fronteiras estão todas fechadas para o turismo.
“Só entra cidadão do seu País. Na argentina, por exemplo, a polícia não permite a estada de motoristas brasileiros em postos de combustíveis e não querem abastecer o caminhão. A sensação é de que o caminhoneiro brasileiro parece ter culpa pelo vírus, sei lá. É difícil”, desabafa.
Ela conta que todos estão adotando medidas para se prevenir contra o vírus. Acreditam que por trabalharem sozinhos, na boleia, estão também protegidos.
Nesta segunda-feira, 23, Ariane, que é conhecida como Polakinha, ainda está no Brasil.
“Reparamos que os ficais em aduanas não tem recurso para trabalhar, como mascaras, álcool gel e luvas. Nas empresas o cenário já é outro, os funcionários que carregam as cargas se utilizam de máscaras e pedem que o caminhoneiro permaneça no veículo, para evitar o contágio da doença”, explica.
Pelo Brasil
Polakinha diz que as cidades brasileiras também estão sem público. Ela percorreu recentemente o litoral de Santa Catarina e a cidade de Chapecó.
“O povo está recolhido”.