Isolar apenas grupo de risco afetaria ao menos 1 em 4 adultos

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Atualizado há 6 anos

Adotar uma política de distanciamento social que isolasse, além de idosos, pessoas com alguma comorbidade que as colocassem entre a população mais vulnerável para contágio por covid-19 significaria manter ao menos um quarto da população adulta brasileira em casa. Esse é o tamanho da prevalência apenas da hipertensão, um dos chamados fatores de risco, entre os maiores de 18 anos no país: 24,7%.

Se considerados outros fatores, como a diabetes, o número de pessoas seria de 7,7% da população adulta.

Já a obesidade afeta 19,8% dos brasileiros e brasileiras.

Os dados são da última pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), publicada pelo Ministério da Saúde em julho de 2019 com base em dados de 2018.

A possibilidade de redução do isolamento social para apenas pessoas mais vulneráveis à contaminação pelo novo coronavírus tem sido sugerida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) há semanas, e pode ganhar forças com a posse do novo ministro, o oncologista Nelson Teich. O distanciamento social foi um dos pontos nevrálgicos da desavenças do presidente com o antigo titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta, demitido na quinta,16.

“Essa briga de começar a abrir para o comércio é um risco que eu corro, porque, se agravar, vem para o meu colo”, disse o presidente, que continuamente ataca governadores e prefeitos que adotaram políticas de restrição da circulação. Bolsonaro já defendeu publicamente o isolamento vertical, que manteria em casa apenas idosos e portadores de doenças crônicas.


A Vigitel é realizada anualmente pelo Ministério da Saúde e é a fonte de dados com abrangência nacional mais atualizada sobre doenças crônicas. O estudo, porém, tem limitações: as 33,3 mil entrevistas são realizadas por telefone apenas nas 27 capitais, o que exclui moradores de outras cidades e os que não possuem linhas telefônicas.

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