Mais mortes por Covid foram confirmadas em dois meses do que durante todo 2020

Os dados se referem ao Vale do Iguaçu. Com aumento dos números de casos, região sofre com hospitais lotados

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Atualizado há 6 anos

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União da Vitória e Porto União registraram, entre 1º de janeiro e 04 de março de 2021, juntos, 29 mortes em decorrência da Covid-19. Em 2020 inteiro, foram 18 vítimas da doença. O número é um reflexo do aumento de casos na região.

União da Vitória registrou em 2020 mortes nos meses de junho, julho, agosto, setembro, novembro e dezembro. Foram nove no total. Porto União também teve nove óbitos por Covid-19 no ano passado, tendo casos registrados nos meses de julho, agosto, outubro, novembro e dezembro.

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Com o agravamento da situação, a 6ª Regional de Saúde emitiu no domingo, 28, uma nota de alerta à população.

“Os profissionais estão exaustos trabalhando diuturnamente, atendendo da melhor maneira possível, mas temos nossos limites. Nossos hospitais não tem mais leitos para receber os pacientes que aguardam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Pronto Atendimento ou hospitais de menor porte”, informou o documento.

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Percebe-se, também, que pacientes mais jovens têm necessitado mais de atendimento. Um levantamento feito pela nossa reportagem constatou que são 22 pacientes com idades entre 30 e 59 anos internados no Vale do Iguaçu. A média de idade de internados no Paraná, de acordo com boletim epidemiológico divulgado pelo estado na quarta-feira, 03, é de 39, 58 anos.

São 42 o número de pacientes internados por Covid-19 na Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI), no Hospital Regional e no Hospital São Braz. São 21 homens e 21 mulheres internados, com idades que variam entre 37 e 90 anos. Os dados são de 04 de março de 2021.

Preocupados com a situação, os hospitais do Vale do Iguaçu divulgaram nesta semana, vídeos com apelos à população.

“Nas unidades de internamento reservados para a Covid-19 tem vários pacientes. A gente aguarda a evolução. Se necessitarem de leito de UTI nós não temos vaga e não sabemos para onde vão ser transferidos”, relatou a administradora da APMI, Antonia Bilinski.

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