Paraná inicia operação para distribuir insumos da vacinação contra a Covid

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Atualizado há 6 anos

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, iniciou nesta sexta-feira, 15 o carregamento das seringas e equipamentos para a distribuição das 22 Regionais de Saúde na estratégia de vacinação da Covid-19. Os caminhões vão começar os deslocamentos com os insumos para para o Interior ainda nesta sexta-feira.

O Governo também apresentou nesta sexta-feira parte da estrutura logística que será usada na distribuição das vacinas contra a Covid-19 no Paraná. Três aviões e um helicóptero serão incorporados à frota de caminhões para agilizar o transporte do imunizante para as 22 Regionais de Saúde, atingindo todo o Estado. A intenção é garantir a aplicação da vacina nos paranaenses o mais rapidamente possível. O evento com a participação de técnicos da Saúde e da Casa Militar ocorreu no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba.

De acordo com a Casa Militar, um novo avião, em fase final de aquisição pelo Governo, será integrado ao sistema de imunização em até 30 dias. E, se necessário, a frota que atende a Segurança Pública também pode ser utilizada.

“Vamos usar a experiência adquirida no transporte de órgãos para transplante, em que o Paraná é referência, e também nos testes para a Covid. Só no ano passado foram 500 horas/voo, garantindo agilidade e rapidez”, destacou o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Welby Pereira Sales.

O processo de vacinação no Paraná vai seguir o Plano Nacional de Imunização (PNI) elaborado pelo Governo Federal. O Ministério da Saúde espera começar na próxima semana as imunizações dos grupos considerados de risco. A estimativa é que o Estado receba 100 mil dos 2 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo Laboratório AstraZeneca. As vacinas serão importadas do Instituto Serum, um dos centros da AstraZeneca para a produção da vacina na Índia, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Além disso, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a expectativa é por outras 300 mil doses do imunizante Coronavac, do laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai se reunir no domingo (17) para discutir os pedidos de autorização para uso emergencial dos imunizantes.

De acordo com o secretário, o grupo prioritário estadual é formado por cerca de 272 mil profissionais da linha de frente do combate à Covid-19, índios acima de 18 anos mapeados em comunidades isoladas de 30 municípios do Paraná e idosos que vivem em asilos e casas de repouso. “Será um processo que deve durar o ano todo, de forma escalonada conforme forem chegando as vacinas. Mas a ideia é conseguir imunizar o grupo de risco em até 90 dias e quatro milhões de paranaenses até o fim de maio”, afirmou Beto Preto.

TRANSPORTE TERRESTRE – Além das aeronaves, o Governo do Estado conta com quatro caminhões com baús refrigerados, todos monitorados por satélite, para distribuição das vacinas. Cada veículo tem capacidade de transportar aproximadamente 228 mil frascos do imunizante.

Com a incorporação da frota aérea, o planejamento prevê utilizar os caminhões para viagens mais curtas, com o deslocamento para cidades próximas de Curitiba. Os principais centros de distribuição dos materiais funcionam na capital.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, esses veículos costumam transportar por mês de 600 mil a 1 milhão de doses de vacinas para outras doenças.

Outros nove caminhões estão à disposição para o carregamento da chamada carga seca, formada por luvas, seringas, agulhas, máscaras, aventais e outros itens. Cinco são da Secretaria da Saúde e quatro da Defesa Civil do Paraná. Cada veículo consegue transportar 18 toneladas de material.

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