Superação: “Foram dias difíceis e de muita fé”

Após instabilidade dos sintomas, professora aposentada se recupera do coronavírus

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Atualizado há 5 anos

Agora, Gabriel respira mais aliviado. Foram dias difíceis e de muita fé. Segundo ele, quando um membro da família é diagnosticado com a Covid-19, é como se o chão se abrisse. Gabriel sentiu na pele essa sensação. Sua mãe, Márcia Valéria Abilhôa, testou positivo para a doença respiratória no início deste mês. Após instabilidade dos sintomas, a professora Universitária e de Ensino Médio aposentada desde 2019, pelo Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv) e Colégio Técnico de União da Vitória (Coltec), se recupera do coronavírus.

Atualmente, Márcia Valéria está morando com Gabriel em Balneário Camboriú (SC). Do Vale do Iguaçu, ela recebeu em suas redes sociais inúmeras mensagens de carinho e de orações.

“Em razão da Covid, minha mãe perdeu muita massa muscular e a força nos movimentos. Terá de fazer fisioterapia já no próximo mês. Ela está se recuperando bem e não teve mais febre, porém, ainda sente cansaço. O médico disse que o cansaço é uma sequela da doença e que leva um tempo a sua recuperação”, conta Gabriel.

A professora Márcia, como ainda é chamada carinhosamente por aqui, não necessitou de internação.

“Já nos primeiros sintomas (febre, dores no peito e enjoo), procuramos atendimento hospitalar. Ela prontamente foi medicada”.

Márcia é diabética e também faz tratamento para fibromialgia (dor muscular generalizada e sensibilidade).


“Em Porto União, todos sabem que ela é forte”

Os cuidados para a recuperação de Márcia foram cautelosos, em especial, por parte do Gabriel (filho único) e do companheiro dele, o Cristian.

“Em Porto União, todos sabem que ela é forte; uma mulher determinada. Minha mãe ficou muito feliz em receber o carinho dos moradores do Vale do Iguaçu”.

Para colaborar no tratamento da mãe, Gabriel contratou uma enfermeira.

“Além da fé, o que ajudou a minha mãe foi manter a sua imunidade”, diz.


“Covid é doença séria”

Gabriel pede que todos se cuidem e lembra que hoje a Covid-19 não tem mais matado por idade e sim por complicações da doença.

“Quando acontece com uma pessoa da família, aí sim, a preocupação bate no peito. Sigam todas as orientações da Organização Mundial da Saúde. Eu fiquei com muito medo pela minha mãe, mas eu confiei na sua recuperação”, afirma.

Pelas redes sociais, Gabriel fez um post em nome da sua mãe.

“Quero tranquilizar todos os amigos dela, pois sei da admiração de vocês. Ela já está andando, se alimentando bem, se hidratando. Em nome dela, estou aqui agradecendo as orações, mensagens de carinho e preocupação. Também tenho um recado: se cuidem. Subestimaram esse vírus, negaram a gravidade dele, mas só quem teve Covid e quem acompanhou a Covid de perto sabe o que significa esse vírus que ceifou a vida de quase 500 mil brasileiros. Usem as redes sociais de vocês para conscientizar o máximo de pessoas de que a pandemia não acabou”, pede.

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