
Apenas a arrumação de detalhes separa a abertura ao público do Museu Aniz Domingos. A obra, prevista para inaugurar ainda em 2012 – depois em 2014 e finalmente em julho deste ano – sofreu atrasos por conta de ajustes técnicos e da formatação das parcerias entre a idealizadora, Alzira Domingos, e a prefeitura de União da Vitória. “A gente fica um pouco chateada pelo atraso. O pessoal pergunta quando vai sair, mas agora está tudo certo. Não falta mais nada”, sinaliza.
Conforme o secretário municipal da Cultura, Antônio Oscar Nhoatto, dessa vez, a organização das peças do museu comprometeu a entrega dentro das previsões. “Tivemos problemas com a sequência cronológica das peças. Todo o material foi para Curitiba, para que fosse ajustado”, explica. O arquivo e organização dele ficaram sob a responsabilidade de uma museóloga, contratada pela prefeitura. É dela, na prática, a última “batida de martelo”.
Mais do que inaugurar, a intenção da prefeitura e de Alzira é garantir uma agenda de visitas, com horários e datas diferenciadas. “É um museu artístico e cultural. Nossa ideia é fazer funcionar mesmo, abrir sábado, domingo. Não abrir por abrir, simplesmente”, enfatiza Nhoatto.
Museu
A parceria entre Alzira, voluntária na causa, garantiu a construção do imóvel. O museu fica próximo da Praça do Contestado, quase na divisa de Santa Catarina e Paraná, logo, União da Vitória e Porto União. A prefeitura de União participa com a administração do local e cessão de funcionários. Depois de pronto, Alzira deve doar o prédio para a Administração.
Iniciada em outubro de 2010, originalmente a construção abrigaria uma biblioteca, mas, com o tempo, os rumos mudaram. Alzira acabou reunindo um grande acervo de peças e material histórico. “Agora ficou uma biblioteca e museu”, sorri a professora aposentada.
A construção, desenhada pelo engenheiro Adailton Lehrer, tem cerca de 300 metros quadrados. Ela revela traços finos e um interessante chafariz em sua fachada. A obra é acessível e temporariamente segue fechada. O museu é amplo, iluminado e bem arejado. Há banheiros para homens e mulheres, bem como salas já reservadas para acervos pontuais.
Homenagem

O museu mescla cultura com a vontade de Alzira em homenagear um de seus 11 irmãos, o também professor, já falecido, Aniz Domingos. “Na época, ele tinha a maior biblioteca particular da região”, conta, com orgulho. Aniz morreu em 1994. A obra, visitada por Alzira todos os dias, é custeada justamente com recursos deixados pelo irmão. Aniz, inclusive, empresta seu nome ao espaço.