
O sábado, 25, foi de muita festa para a comunidade germânica das Cidades Irmãs. Ela comemorou 191 anos desde que saiu do país de origem e chegou ao Brasil. Com alegria e gastronomia típica – sim, estamos falando inclusive do Bratwurst e do chopp – o Instituto Grünenwald, de Porto União, trouxe até a Praça Hercílio Luz motivos para festejar. “A data merece ser comemorara. Na verdade, a gente acaba comemorando a imigração de outras etnias no Brasil também”, explicou Rainilda Fraisleben, integrante do Instituto.
No sábado, além de atender ao público na barraca de venda do brat, ela hasteou a bandeira alemã, às 8 horas. Aliás, a flâmula ficou ao lado de suas colegas: a do Brasil e do próprio Grünenwald.
O dia 25 marcou também a comemoração do Dia do Colono. Em Porto União, além da Hercílio Luz, outros pontos, especialmente no interior, resgataram a data. Mas, quem foi até a praça, pode saborear um pouco mais dessa história de luta dos primeiros moradores da região, justamente os primeiros colonos. “Estamos com a exposição de casas antigas, de obras em estilo enxaimel. Todas aqui da região”, contou Élio Weber, outro membro do Grünenwald.
Ainda, o Instituto disponibilizou ao público várias listas de navios, com registros de sobrenomes e datas de embarque. “Se alguém conhece um pouco da história do pai, do avô, do bisavô, consegue identificar o navio e de qual região da Alemanha ela veio”, sorriu Weber.
Os alemães nas Cidades Irmãs
Conforme apontamentos históricos, os germânicos eram muitos na região no início do desenvolvimento dela. Segundo estimativas, a população germânica já foi 70%, ou seja, quase a totalidade dos moradores locais.
Fotos: Mariana Honesko

