Aneel autoriza reajustes de energia em todo o País

Copel tem tarifa reajustada em 31,88%. Aumento não exclui o sistema de Bandeira Tarifária que segue vermelha neste mês

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Atualizado há 12 anos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na semana passada a Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) na tarifa de energia elétrica para distribuidoras de todo o Brasil. O aumento na conta de luz foi anunciado em reunião da Aneel, em Brasília. O reajuste, válido desde domingo, 1º, terá índices diferentes para cada Estado. O maior aumento foi no Rio Grande do Sul, 39,5 % para a AES Sul.

No Paraná, a tarifa da Copel foi reajustada em 31,88% para o consumidor residencial. Mais de 80% dos consumidores são residenciais. Incluindo todos os segmentos tarifários, o reajuste médio da Companhia é de 36,7%. A composição de todo o reajuste definido pela Aneel para a Copel provém de repasse de custos do sistema nacional.

A revisão extraordinária visa cobrir os custos que as concessionárias de energia do Brasil estão tendo com a compra de eletricidade mais cara. As distribuidoras, como a Copel, precisam comprar energia no sistema nacional para repassar aos consumidores.

A falta de chuvas nos reservatórios reduziu a produção das hidrelétricas e aumentou o uso das termelétricas, uma energia muito mais cara. O reajuste da energia de Itaipu e do repasse de outros encargos federais igualmente estão contribuindo para o aumento do preço.

Os índices são maiores no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, que têm cota maior na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um encargo federal pago pelas distribuidoras de energia subsidiar programa de consumidores de baixa renda, desenvolvimento energético e compra de combustível para as usinas térmicas do País. Estas regiões também têm aumento maior por causa do reajuste na tarifa de Itaipu, impactada ainda pela variação do dólar.

Bandeira Tarifária

Mesmo com o reajuste o sistema de Bandeira Tarifária continua valendo. O modelo começou a ser praticado em janeiro e, desde então, os consumidores do Sul pagam multa. Funciona assim: Os Estados foram divididos em subsistemas pela Aneel. O Paraná, junto com Santa Catarina e Rio Grande do Sul, faz parte do Subsistema Sul. Nesse caso, todo final de mês a Agência indica, para cada subsistema, o que os Estados irão pagar, se será bandeira vermelha, amarela ou a verde.

Cada uma dessas bandeiras representa um valor. A bandeira verde indica que o consumidor irá pagar a conta de energia normalmente, sem multa. A bandeira amarela, que o consumidor irá pagar sua conta de energia, mais a tarifa de acréscimo de R$ 2,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh). Já bandeira vermelha representa o acréscimo de R$ 5,50 para cada 100 kWh consumidos.

Os novos valores começam a valer neste mês, quando a Bandeira segue vermelha para o Subsistema Sul. Até fevereiro, a bandeira amarela custava R$ 1,50 e a multa da bandeira vermelha era de R$ 3. No entanto, segundo a Aneel, não se trata de um acréscimo mas de uma forma mais transparente de apresentar o custo com compra de energia.

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