Banco Itaú anuncia fechamento agência de Porto União

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Atualizado há 1 ano

O Banco Itaú anunciou o encerramento das atividades em Mafra, com o fechamento definitivo da sua agência entre os meses de agosto e setembro.

A informação foi divulgada pela Federação dos Bancários de Santa Catarina (FEEB-SC), que cobrou do banco explicações e exigiu medidas que reduzam os impactos sociais e trabalhistas da decisão. Além de Mafra, no mesmo período, está previsto o fechamento da agência de Porto União.

De acordo com a federação, o fechamento colocará em risco dezenas de empregos diretos e deve deixar milhares de clientes sem acesso facilitado aos serviços bancários. “Idosos, moradores da zona rural e pequenos comerciantes são apontados como os mais prejudicados”, destacou, em nota.

“O caso de Porto União e Mafra não é isolado. Em 2024, o Itaú fechou 227 agências, superando a média anual registrada nos últimos anos. No total, os cinco maiores bancos do país, entre eles, Itaú, Banco do Brasil, Caixa, Bradesco e Santander, encerraram 1.774 pontos de atendimento apenas no ano passado. Desde 2014, mais de 6.500 agências foram fechadas em todo o Brasil”, detalhou a FEEB-SC.

Ainda conforme a federação, o presidente da entidade, Armando Machado Filho, já entrou em contato com representantes do banco para cobrar explicações e exigir medidas que reduzam os impactos sociais e trabalhistas da decisão. Ele pediu alternativas para a realocação dos funcionários e a manutenção do atendimento à população local.

“Não podemos aceitar que decisões estratégicas sejam tomadas sem considerar os efeitos devastadores para os trabalhadores e para as comunidades que dependem desses serviços. O Itaú precisa apresentar soluções concretas”, afirmou Armando.

Para Armando, o avanço das tecnologias e a busca por maximização dos lucros estão entre os principais fatores por trás do fechamento das agências. No entanto, ele alerta que a digitalização não pode excluir parte da população do acesso a serviços bancários básicos.

“Esse é um movimento que está acontecendo em todos os bancos. Precisamos discutir alternativas que preservem empregos e garantam o acesso da população aos serviços bancários”, concluiu.

A Federação dos Bancários de SC afirmou que seguirá acompanhando o caso e que deve intensificar a mobilização em defesa dos empregos e da manutenção do atendimento presencial nas cidades afetadas.

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