CONSTRUÇÃO CIVIL: Setor é apontado como termômetro da economia do País

Bruno Sucharski, Coordenador do Curso de Engenheira Civil da Uniuv, falou de números, estimativas e o potencial de avaliação da área

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Atualizado há 7 anos

CONSTRUÇÃO: Setor foca no crescimento da área: movimento acompanha a economia  (Foto: Arquivo/JOC).
CONSTRUÇÃO: Setor foca no crescimento da área: movimento acompanha a economia (Foto: Arquivo/JOC).

É histórico: o desempenho do mercado da construção civil acompanha a economia do País. Logo, o setor é apontado como termômetro em termos de cifras e valores. Se um campo vai bem, o outro melhor ainda. Contudo, por conta dessa oscilação, o mercado de trabalho é cíclico, com períodos de alta demanda e, consequentemente, altos salários, e épocas em que os níveis de desemprego prejudicam a empregabilidade em todos os cargos e profissões. Com seus altos e baixos, o setor se esforça para crescer para o lado onde tem mais prática: para cima, acompanhando a onda vertical de seus projetos.

Desde o segundo trimestre de 2013, a queda no Produto Interno Bruto (PIB) do setor soma 14,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB total do País, por sua vez, diminuiu 5,5% no período. Apenas em 2017, por exemplo, a construção civil no Brasil foi o setor da economia que apresentou maior queda. Os dados são de pesquisa do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) em parceria com a LCA Consultores. O estudo aponta que, no 1º semestre, o PIB do segmento caiu 6,6% em comparação com o 1º semestre de 2016.

O Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv) abordou os assuntos mais importantes da pauta durante a primeira Semana da Construção. O evento, realizado entre os dias 6 e 10, contou com a parceria da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos do Vale do Iguaçu (AEAVI). Na roda de conversa com os acadêmicos e profissionais, temas importantes, como ‘Entrada no Mercado de Trabalho da Arquitetura e Engenharia’, além de mesa-redonda sobre algumas especialidades (pontes, viadutos e container).

Bruno Sucharski, coordenador do curso de Engenheira Civil da instituição, foi o convidado do Programa CBN Tarde de Notícias. Ele faliu sobre a semana, o tema construção e o mercado de trabalho para os egressos dos cursos, com a reportagem do jornal O Comércio.

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“De fato, o mercado as vezes está aquecido, as vezes não. Na nossa região, os nossos alunos se enquadram no mercado a partir da inovação, do empreendedorismo. Essa visão a gente precisa ter. As necessidades mudaram e a forma como se oferece o serviço também mudou. Não podemos fingir que isso não vai acontecer na engenheira, por mais clássica que seja a profissão”, disse. “Mas, o Brasil tem muita perspectiva e na engenharia, há muito o que ser feito”.

Obras do PAC e mercado imobiliário

Entre 2015 e 2018, a estimativa de investimentos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a maior fonte de investimentos do País, era R$ 1,04 trilhão. Segundo dados do Ministério do Planejamento, em 2015, o PAC realizou investimentos de R$ 251,7. Isso representa 24,2% do total previsto nesses três anos. Devido à queda de arrecadação, o governo federal reduziu o repasse em 2016. Cerca de duas mil obras tiveram sua construção interrompida.

A crise, somada à alta da inflação e ao aumento dos juros, levou a um aumento no número de imóveis disponíveis no mercado. O principal problema tem sido a desistência da compra do imóvel. Segundo a Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (Abrainc), em 2016, foram devolvidos 44.200 imóveis (42,8% das unidades vendidas no mesmo período). Foi uma queda de 7,1% em comparação com 2015 e 2,5% inferior à de 2014.

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