Faltam poucos dias para o Dia dos Namorados mas, nem bem o Dia das Mães havia terminado, o tema já decorava ambientes e vitrines. Marcada para o dia 12, a data deve empolgar, mas nem tanto. Pelo menos, no que depender da previsão de investimento em presente, a expectativa é de queda.
Em 2014, por exemplo, em Santa Catarina, a média da intenção de compras ficou em R$ 167. “Neste ano, por conta da crise que vivemos, não deve ser tão bom assim. O Dia dos Namorados deve repetir o efeito que teve a Páscoa e o Dia das Mães. Vendeu, mas menos”, avalia o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Luciano Karpovisch.
A exemplo do Dia das Mães, a data deve ser interessante para as floriculturas, pelo menos, para “elas”. “É algo bacana, com investimento menor”, avalia. Para os homens, os setores de calçados, vestuário e perfumaria prometem ter saltos, mesmo com a disposição menor de investimento.
Flores para elas e para eles também!
E porque não? Nas Cidades Irmãs, presentear homens com flores está em alta. Ainda é minoria, mas há mulheres que gostam de homenagear seu amor com pétalas, vasos decorados e muito aroma. Também por isso, é grande a expectativa das casas do ramo em vender bem, de novo.
O otimismo vem especialmente do Dia das Mães deste ano que, para a maioria das lojas, foi a melhor edição de “todos os tempos”. “Arrebentamos no Dia das Mães e esperamos o mesmo sucesso com o Dia dos Namorados”, sorri Gilberto Cherubim, proprietário da La Fetiche. “O pessoal está bem romântico”, completa. Na La Fetiche, embora a maioria presenteie as mulheres com flores, “elas” também começam a nutrir o gosto por mimar os seus amados. “É pouco. Hoje 90% é mulher que ganham mas já temos uns dez por cento de homens que recebem as flores. Há uns quatro anos jamais eles aceitariam. Hoje, até buques de rosas eles ganham, sem preconceito nenhum”, conta.
Na Kika Flores, que também contabilizou bons resultados no Dia das Mães, os preparativos estimam lucro. Por lá, os homens também aparecem entre os presenteados.
Eles são visíveis, ainda, na Neuma Flores. Conforme a florista Alice Csala, o dia 12 de junho é uma das principais datas do calendário para a empresa. “O pessoal vem no impulso, compra e leva mesmo”, sorri. Por lá, as rosas são as queridinhas, tanto para elas quanto para eles. Sim, na Neuma, tem cliente presenteando os “marmanjos” com flores. “Hoje dar flor para o homem está em alta mas tem homem que se surpreende quando recebe no local de trabalho, por exemplo”, conta Alice.
De olho no bolso
Para o economista Álvaro Concha, a data pode faturar como no ano passado, porém, com uma margem de erro de 5%, para mais ou para menos. Três motivos permitem isso: a crise, o faturamento baixo de 2014 – na comparação com 2013 – e a intenção de consumo das famílias. “Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo tem o pior índice da série histórica iniciada em 2010, com queda de 17,8%”, aponta Concha. Diante de todo o cenário, vale a pena pesquisar preços, “bater perna” e só levar o que realmente cabe no bolso e pode agradar.
A data
O dia dos “apaixonados” cai no dia 12. É uma sexta-feira e, segundo a CDL, o comércio funciona normalmente na véspera e na data. Não há informação, ainda, sobre a extensão de horários.