No sábado, 8, o comércio viveu uma de suas cinco melhores datas. O Dia dos Pais foi lembrado pelos “filhotes” que, entre um presentinho e outro, garantiram a alegria do final de semana.
Nas Cidades Irmãs, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) não divulga números, por enquanto, em relação ao balanço da data. Porém, para o presidente da entidade, as vendas superaram o então pessimismo que rondava as casas comerciais. “As lojas estavam lotadas. Acredito que foi positivo. Tivemos um bom movimento. Não sei se o valor do presente foi significativo, mas que a gente viu que tinha uma lembrancinha, tinha”, avalia Luciano Karpovisch.
Este não foi o resultado que a maioria das cidades brasileiras contabilizou. Conforme o Indicador Serasa, as vendas caíram pela primeira vez desde 2005. Na semana entre os dias 3 e 9, elas tiveram queda de 5,1 em todo o País. No final de semana da data – 7 a 9 – a baixa foi de 1,4% na comparação com o final de semana equivalente à 2014.
Para os economistas da Serasa Experian, a crise econômica pela qual atravessa o País, marcada pela alta da inflação, dos juros no crediário, pelo aumento do desemprego e pela queda da confiança dos consumidores, afetaram negativamente o desempenho do varejo neste Dia dos Pais. “Sem dúvida o Dia dos Pais não promete ser dos melhores. Os números da economia apresentam um panorama pessimista, como mostra o índice de confiança do empresário do comercio de julho, que registrou o menor índice desde março de 2011, com uma queda de 21,6% em relação ao mesmo período do ano passado”, previa o economista Álvaro Concha, em entrevista ao O Comércio na semana véspera da data.
Ao mesmo tempo, porém, setores paralelos do comércio tiveram alta ou, pelo mens, empataram com o desempenho do ano passado. Alimentação e lazer, por exemplo, continuaram em uma colocação boa no ranking.