Horário de verão 2025: entre a economia de energia e as polêmicas

·
Atualizado há 1 ano

Com a chegada da Primavera e os dias mais quentes, o debate sobre o retorno do Horário de Verão, suspenso em 2019, reacende no Brasil. Embora ainda não haja uma decisão oficial do Governo Federal, o Operador Nacional do Sistema (ONS) já aponta a possibilidade em seu Plano de Operação Energética de 2025, o que gera expectativas e discussões entre a população e especialistas.

Argumentos a favor do retorno

A principal justificativa para o retorno do horário de verão é o alívio na demanda energética, especialmente ao anoitecer, quando o consumo de energia dispara e a produção de fontes renováveis, como solar e eólica, diminui. A medida, que consiste em adiantar os relógios para aproveitar melhor a luz natural, poderia reduzir a necessidade de acionar usinas térmicas, que são mais caras e poluentes. Além disso, ajudaria a preservar os reservatórios das hidrelétricas, crucial em períodos de seca.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, havia prometido uma decisão oficial até setembro, mas o posicionamento ainda não foi divulgado. Caso seja adotado, o horário de verão começaria à zero hora do primeiro domingo de novembro (16) e terminaria à zero hora do terceiro domingo de fevereiro (15) do ano seguinte, em parte do território nacional.

Desafios e controvérsias

Apesar dos possíveis benefícios, o cenário energético atual é diferente de anos atrás. O crescimento da geração por fontes renováveis trouxe ganhos, mas também desafios, pois essas fontes são intermitentes e não conseguem suprir toda a demanda noturna.

A controvérsia também se estende aos impactos na saúde e segurança. A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, por exemplo, aprovou em julho um projeto de lei que proíbe a adoção do horário de verão em todo o território nacional. O relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), argumenta que a mudança pode acarretar “consequências adversas para a saúde, como distúrbios do sono, fadiga, desequilíbrio hormonal e aumento do risco de doenças cardiovasculares”. Ele também citou a “obrigatoriedade de acordar mais cedo e enfrentar deslocamentos em plena escuridão”, o que pode gerar sentimentos de insegurança.

Impacto na conta de luz

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adotou a bandeira vermelha patamar 2 em agosto, o que representa um custo adicional de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. Embora o horário de verão possa otimizar o consumo, a decisão final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), baseada em relatórios técnicos, não garante necessariamente uma redução no valor da conta de luz para o consumidor final.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!