Maioria dos pequenos empresários temem que o Brasil não saia da crise

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Atualizado há 11 anos

Na avaliação de 75% dos empresários, o ano de 2015 foi pior na economia do que 2014 e, para 69% deles, a crise econômica e a corrupção são os principais problemas a serem resolvidos neste ano. De acordo com pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), feita com comerciantes e prestadores de serviços das 27 capitais e do interior do Brasil, o maior temor dos empresários com relação a 2016 é que o país não supere a crise econômica.

O temor da recessão se prolongar aparece, inclusive, a frente de outras opções mais voltada ao próprio negócio do entrevistado, como o risco de não conseguir pagar as dívidas (38%), ser assaltado ou vítima de violência (38%) e ser obrigado a fechar a empresa (37%).Quando questionados sobre o problema brasileiro mais importante a ser resolvido neste novo ano, novamente a crise econômica lidera a lista de opções ao lado da corrupção, ambos com 69% de menções.

Outros problemas apontados pelos empresários brasileiros são os impostos elevados (65%), a inflação (49%), a falta de vontade política (40%) e a violência (39%).A percepção de que as condições do país se deterioraram ao longo do ano passado é generalizada entre os empresários sondados. Apenas 5% dos comerciantes e prestadores de serviços notaram que o cenário melhorou e outros 16% disseram que não houve alteração. O índice de empresários com percepção negativa supera o percentual de 70% em todas as regiões pesquisadas, mas cai para 53% entre os entrevistados do Nordeste.

Para enfrentar o ambiente menos favorável da economia, 58% dos pequenos empresários tiveram de fazer cortes e ajustar o orçamento de seus negócios em 2015. O ajuste se concentrou principalmente na folha de pagamento, uma vez que 58% desses empresários demitiram funcionários – entre dois e três dispensados em média – e 33% optaram por reduzir o valor gasto com contas de telefone fixo e celular. A economia nas contas de água e luz foram mencionadas por 27% desses empresários. Embora a demissão tenha sido a principal medida de ajuste de orçamento em 2015, 84% dos entrevistados descarta a intenção de fazer novas demissões em 2016.

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