Poderá o Brasil vir a ser, novamente um Mercado emergente?

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Atualizado há 6 anos

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Se houver algo que une recessões e quedas financeiras, são os danos causados a economias desenvolventes pelo mundo fora. No entanto, o impacto socioeconômico de COVID-19 parece contrariar essa tendência, com a expectativa que mercados e moedas vão sentir grandes perdas em relação à pandemia global.

Isto inclui o Brasil, que antes do COVID-19 era um dos mercados emergentes mais promissores e prestes a ser a 5ª maior entidade do seu tipo até 2050.

Claro que a maneira em que o país tem lidado com a crise parece ter acelerado o decline econômico, com o Real desvalorizando em comparação com outras moedas de refúgio como o Dólar Americano.

No entanto, a questão que se mantém é se o Brasil conseguirá recuperar o seu estatuto como um mercado emergente e encontrar a luz ao final do túnel?

 

Brasil e COVID-19 – A história até agora

Curiosamente, o Brasil tem sido uma das nações do hemisfério sul mais afetadas pela pandemia COVID-19, recordando mais de 163 mil casos e em excesso de 11,100 mortes desde dia 11 de Maio.

O número de casos da região tem sido agravado pelo comportamento do Presidente Jair Bolsonaro, que está de momento a enfrentar as repercussões em relação a sua gerência da crise.

Na verdade, os governadores dos vários estados (que em si são responsáveis por mais de 200 dos 210 milhões da população Brasileira) estão agora a recusar a seguir os seus comandos em relação a pandemia.

Bolsonaro tem repetidamente minimizado os perigos de COVID-19. Só na semana passada, ele pediu a todos os cidadãos que voltassem aos seus empregos, um pedido contraindicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o seu próprio ministro da saúde (que recentemente ameaçou despedir por causa de críticas).

Bolsonaro também tem sido fotografado na rua a interagir com cidadãos e a apertar mãos, durante o qual o rating do Brasil tem sido negativo e tensões políticas continuam a piorar um decline econômico que começou no primeiro trimestre de 2019.

Como resultado, o Real Brasileiro caiu para registos mínimos e emergiu como a moeda principal com pior desempenho, enquanto o valor do USD/BRL disparou para um record diário de 5.74 no dia 24 de Abril.

Claro que esta tendência tem sido agravada com a força do dólar, que tem prosperado com o melhor do que o esperado desempenho econômico e pressão de venda de outras grandes moedas como o Euro e a Libra.

Neste respeito, o dólar emergiu como um ativo seguro para comerciantes de moeda, com o índice do dólar subindo durante três dias consecutivos (com o fecho da bolsa a 0.3% mais alto a 100.12).

Perspectivas para o Real e a Economia do Brasil

O rating negativo da agência de crédito Fitch reflete os amplos desafios diante da economia Brasileira e a moeda que esta sustenta, com o PNB previsto diminuir por 4% até o final de 2020.

Isto apesar da introdução de medidas de flexibilização quantitativas a curto prazo, anunciadas a 26 de Março e que prometeram até 150 mil milhões de dólares para apoiar empresas e famílias durante a crise.

Esta assistência tem sido ligeiramente prejudicada pela pressão do presidente para que as pessoas voltem ao trabalho, mas felizmente o ministro da economia tem elaborado planos a longo prazo para criar oportunidades de baixo risco de projetos de infraestrutura como forma de atrair investimento privado e do estrangeiro.

Isto proporcionaria uma forma tangível e sustentável de estimular a economia na sequência da pandemia COVID-19, uma vez que uma potencial injeção de liquidez poderia levar os investidores a apostar no Brasil e optimizar as entradas de capital quando são mais necessárias.

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