VENDAS AQUECIDAS: No comércio, só sobraram os aparelhos 220v

No Vale do Iguaçu, vendas de máquinas de lavar, secar, fogões a lenha e cobertores disparam. Maioria dos itens está em falta

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Atualizado há 10 anos

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Mantas, cobertores e edredons continuam com desconto e boa saída

O calorzinho que fez ontem não engana: vem muito frio por aí e a previsão é de números negativos ainda para este inverno. O ensaio da estação, cerca de dez dias antes da estreia oficial dela, fez com que as compras de aparelhos, praticamente estocados no ano passado pela ausência do frio intenso, disparassem.

No Vale do Iguaçu a maioria das lojas que vende máquinas de lavar e de secar, bem como aquecedores e cobertores, trabalham com estoque baixo diante de tanta demanda. Alguns itens estão em falta. É o caso, conforme os lojistas, dos aparelhos cuja voltagem é 110, padrão na região. Restaram, portanto, poucas unidades, mas, em 220v.

Na Comercial Bandeirante, por exemplo, em União da Vitória, todas as secadoras de roupas foram vendidas e na loja todos os dias pelo menos um aquecedor de ambientes é vendido. “Isso vem acontecendo desde abril, especialmente”, comenta a funcionária do setor de Administração, Alice Regert. Fogões à lenha ainda tem. Eles podem ser levados para casa a partir de R$ 715, em média. Neste contexto, aumentou também a venda de lenha. Pela rede social, a reportagem fez uma sondagem e confirmou a “intenção” de compras de quem enfrenta o termômetro na região Sul. Ainda sobre os fogões, a informação é de que a próxima remessa seja enviada às distribuidoras apenas em agosto ou setembro.

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Lojas dispõem de poucos fogões: próxima remessa só em agosto

Na comparação com 2015, a Casa Estrela também contabiliza saltos. Conforme a vendedora Karina, apenas itens na voltagem 220 “sobrevivem”. O mesmo perfil tem a loja Ótima. “Zeremos os aquecedores. Agora só algumas peças em 220 mesmo”, conta a vendedora Scheila Pereira. Conforme ela, naquela semana de geada intensa, todos os dias cerca de 12 aparelhos eram vendidos, todos os dias. “As máquinas de lavar também saíram muito bem, inclusive as grandonas”, conta. Por conta do preço alto, as transações passeiam entre os parcelamos no cartão e carnês.

Quem não quis investir tanto, optou pela simplicidade, mas também eficácia dos cobertores. Na loja Leve, as promoções para a venda deles e dos derivados, como mantas e edredons, ainda acontecem, embora, segundo a gerência, boa parte do estoque já esteja espantando o frio dos clientes há algum tempo já.

Conta de luz pode ficar mais cara

O conforto também tem seu preço e, às vezes, ele é bem alto. O primeiro impacto de tanto incremento dentro de casa deve aparecer na fatura do consumo de energia elétrica. Considerando que o valor já é alto há alguns meses, a aposta das companhias de fornecimento – no caso da região, da Copel – é de novos saltos.

Especialistas recomendam o “jeitinho brasileiro”. Aquecer uma bolsa de água para colocar na cama, substitui o lençol térmico e deixa o espaço quentinho. Vale também, para deixar a casa toda quente, cozinhar usando o forno: o calor dele sai da cozinha e invade quartos e salas.

O importante é ficar quentinho, nem que seja de um jeito mais modesto.

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