Na noite de 16 de agosto, os acadêmicos do segundo período de Direito, acompanhados pela professora Juliana Pessi Mayorca, participaram da palestra proferida pelos professores doutores Eloy Tonon e Eduardo Rizzati Salomão, no “7º Colóquio de História da FAFI” de União da Vitória.
Os temas foram os antecedentes da Guerra do Contestado e o Messianismo presente no conflito. O ano de 2012 marca o centenário do início dos embates entre os caboclos e sertanejos da região das terras contestadas contra os coronéis, polícia e exército estadual e federal.
Segundo a professora Juliana, na ocasião, os acadêmicos tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre esse conflito ocorrido em nossa região, que por muito tempo foi deixado de lado, para ser esquecido, abafado pelos coronéis e militares envolvidos. “Os caboclos eram vistos como rebeldes, ignorantes e fanáticos seguidores do Monge João Maria, mas não se pode deixar de pensar nos motivos que levaram os sertanejos a lutar”, disse.
Juliana ainda salientou que aquelas pessoas eram extremamente pobres, abandonados pelo governo, sem terra e sem trabalho. “É difícil apontar uma única causa para a guerra. Entre elas estão o impasse na divisão entre os limites dos estados de Santa Catarina e Paraná e a construção da ferrovia São Paulo-Rio Grande, que acabou por expulsar muitos posseiros de suas terras”, comenta a professora.
A Uniguaçu também terá uma semana para discutir os 100 anos do Contestado. Será de 1º a 5 de outubro, semana que o Curso de Serviço Social estará realizando sua Mostra Cultural sobre o tema. A fim de incentivar a pesquisa e a busca de mais informações sobre esse conflito, a Uniguaçu lançou o 1º concurso de redação com o tema “100 anos do Contestado”.
Não é o momento de comemorar os 100 anos da guerra, mas de refletir sobre esse importante acontecimento no sul do país e pensar sobre suas consequências, observadas e vivenciadas até hoje na região do planalto norte catarinense e sul paranaense, bem como no vale do rio do peixe.