Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7796) em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) está gerando grande preocupação entre pais, alunos e educadores de escolas especiais, como as APAEs.
A ação, movida pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, questiona a constitucionalidade das leis paranaenses que apoiam financeiramente essas instituições, e busca que o financiamento público seja direcionado apenas para escolas regulares, com o objetivo de promover a inclusão.
Argumentos da ADI 7796
A argumentação principal da ADI 7796 é que o financiamento público deve ser exclusivo para escolas regulares, garantindo que estudantes com deficiência sejam incluídos no sistema de ensino tradicional.
Os defensores da ação acreditam que essa é a melhor forma de assegurar a inclusão social e educacional, conforme o direito à educação para todos, sem discriminação, previsto em legislações como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Posição das APAEs e Famílias
Em contrapartida, as APAEs e seus apoiadores, incluindo pais de alunos, argumentam que o fim do financiamento público pode prejudicar milhares de famílias.
Eles defendem que as escolas especializadas oferecem um suporte diferenciado e personalizado, com terapias e atendimentos que nem sempre estão disponíveis nas escolas regulares. Para eles, a educação deve ser um direito e uma escolha, e a família deve ter a liberdade de decidir qual ambiente de ensino atende melhor às necessidades de seu filho.
A APAE de União da Vitória, unindo-se à luta de outras escolas do Paraná, defende que garantir esse direito de escolha é fundamental para uma educação verdadeiramente inclusiva e respeitosa com a diversidade.
Muitos pais de alunos da instituição em União da Vitória relatam o acolhimento e o atendimento de qualidade, destacando a importância da APAE para o desenvolvimento de seus filhos: