
Os professores e funcionários da educação suspenderam a greve da categoria, em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (31). Cerca de 3 mil educadores participaram da reunião organizada pela App-Sindicato e votam, agora, quando as aulas vão ser retomadas.
De acordo com a nota divulgada pelo sindicato, os profissionais vão realizar outras mobilizações para avançar com as negociações junto ao governo estadual. O Estado tem 78 mil professores e 31 mil funcionários da Educação, com 1 milhão de estudantes distribuídos em 2,1 mil escolas. Segundo o sindicato, a paralisação atingiu 65% da categoria.
A greve foi deflagrada contra a emenda da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada pelo governador Beto Richa (PSDB) para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que retira o reajuste dos servidores públicos previsto para janeiro de 2017. A votação da emenda foi suspensa.
No dia 20, o governo do estado aceitou retirar o item 33 da emenda nº 043/2016, que suspenderia a data-base dos servidores públicos no ano que vem, caso as greves sejam encerradas. De acordo com a assessoria de imprensa da Casa Civil, a proposta só deve valer quando todas as categorias de servidores públicos encerrarem a paralisação. Os policiais civis e professores universitários também estão em greve.
O presidente do Sinclapol, sindicato que representa os policiais civis, afirmou que a categoria deve voltar ao trabalho após receber a notificação da decisão do Tribunal de Justiça que considerou a greve ilegal. “A assembleia que nós já tivemos decidiu que, em caso de declaração de ilegalidade da greve, vamos voltar ao trabalho. Estamos esperando a notificação para começar outro movimento, sem paralisação, mas vamos recorrer da decisão política do TJ”, afirmou.
Matéria completa no Paraná Portal