Colégios agrícolas superam desafios ainda maiores com ensino remoto

A maior dificuldade é a ausência da parte prática

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Atualizado há 6 anos

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(Foto: crédito: AEN)

O ensino remoto durante boa parte do ano letivo de 2020 se mostrou um desafio para toda a rede estadual de ensino, que precisou se adaptar para manter uma rotina de aprendizado mais próxima do possível do que seria sem o distanciamento social.

Uma das modalidades da rede teve um desafio ainda maior: os colégios agrícolas.

Além de toda a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a qual todas as escolas precisam cumprir, os agrícolas possuem uma base técnica correspondente aos cursos profissionais que oferecem aos alunos. Ou seja, tem carga maior que a regular – funcionam em período integral com uma média de 10 aulas/dia – e precisam criar conteúdos específicos, como as disciplinas do Curso Técnico em Agropecuária (integrado ao Ensino Médio).

Carro-chefe na maioria desses colégios, o curso tem disciplinas como produção animal, produção vegetal, zootecnia, fundamentos de agroecologia, horticultura, agroindústria, administração e extensão rural, infraestrutura rural e solos.

“No início deu muito trabalho, precisamos criar do zero. Fomos nos adaptando e já sabemos o que será bem aproveitado depois”, explica a diretora auxiliar pedagógica do CEEP (Centro Estadual de Educação Profissional) Assis Brasil, de Clevelândia, Maristela Ferreira da Rocha.

Com o ensino à distância, Maristela explica que os estudantes acabam recebendo mais a parte teórica, além de vídeos exemplificando a prática.

“A maior dificuldade é a ausência da parte prática. Alunos filhos de agricultores vivenciam melhor isso na propriedade da família, mas outros não, têm mais dificuldade de visualizar”, diz.

Situado no Sudoeste do Estado, entre Palmas e Pato Branco e na divisa com Santa Catarina, o CEEP Assis Brasil atende ao todo 325 alunos de 45 municípios paranaenses e catarinenses, além de um do Mato Grosso – 90 são da própria Clevelândia.

Do total, 202 estudavam na pré-pandemia no regime de internato, dormindo em alojamentos anexos ao colégio. Então, a maioria também teve essa mudança significativa na rotina, ao voltar para casa.

Aula Paraná 

Segundo a diretora auxiliar pedagógica, atualmente quase 80% dos alunos seguem a rotina de estudos pelo Aula Paraná. Outros 68 pegam material impresso quinzenalmente e apenas um não estava realizando as atividades, além de outros dois que por opção da família não quiseram o ensino remoto.

“Estamos em contato direto, temos grupos de pais por turma no WhatsApp. Qualquer ausência de participação a pedagoga já liga e vê o que está acontecendo”, comenta.

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