Com gratificações, salário de professor que leciona em presídios aumenta 130%

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Atualizado há 11 anos

PENITENCIÁRIA ESTADUAL DE LONDRINA.
PENITENCIÁRIA ESTADUAL DE LONDRINA.

Com os adicionais de periculosidade pagos pelo Governo do Estado do Paraná, o salário dos professores e profissionais da educação que atuam em unidades prisionais aumenta em 130%. É que esses servidores ganham três vantagens pelo desempenho da função: risco de vida, gratificação de zona e insalubridade. No Paraná, atualmente, 267 professores, 66 pedagogos e 37 profissionais administrativos atuam nos presídios.

Somados os adicionais, os quinquênios, as gratificações por risco de vida, gratificação de zona e insalubridade, a média de salários de professores que trabalham nos presídios do Paraná fica em torno de R$ 12 mil. Nesse valor também conta o nível e a classe que o professor está na carreira, mais o auxílio-transporte. Por exemplo, um professor que tem um salário base de R$ 4 mil, somente com as gratificações de insalubridade a remuneração já ultrapassa os R$ 9 mil.

Os educadores que lecionam nas unidades prisionais do Paraná têm em média 15 anos de carreira. A cada cinco anos de atividades, o servidor público recebe o adicional chamado quinquênio, que prevê acréscimo de 5% ao salário. Esse aumento ocorre até o servidor completar o percentual de 25% por serviço público efetivo prestado ao Estado.

O custeio da folha de pagamento é compartilhado. Os professores recebem o salário normal pela Secretaria de Estado da Educação e a gratificação é paga pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária. Esse tipo de benefício para profissionais da educação não é obrigatório, por isso não são todos os estados do Brasil que pagam. No Ceará, por exemplo, são contratados professores temporários para esse tipo de trabalho.

PDE – Outra maneira de os professores receberem gratificações ao salário é continuar estudando. Ao participar do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE), o professor consegue avançar na carreira e ter aumentos salariais. O PDE tem duração de dois anos, sendo que, no primeiro, o profissional fica 100% afastado da sala de aula e, no segundo, 25% para realização de estudos e elaboração de produções que possam colaborar para a melhoria da prática pedagógica nas escolas estaduais.

Quando conclui o PDE, o professor avança para a classe III, nível 1, da carreira. O rendimento passa de R$ 3.239,39 para R$ 3.365,28. Este valor já está acrescido do auxílio-transporte.

O PDE é ofertado em parceria entre a Secretaria da Educação, Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e as Instituições de Ensino Superior públicas do Estado. Ao todo, o programa já beneficiou mais de 11 mil profissionais.

VALORIZAÇÃO – Nos últimos quatro anos, os professores da rede estadual de ensino tiveram 60% de elevação salarial acumulada. Nesse período, foram 26% de equiparação com os demais técnicos de nível superior do Poder Executivo, mais as datas-bases, o que totaliza os 60% de aumento.

À categoria também foi concedido nos últimos anos o aumento em 75% na hora-atividade (tempo reservado ao professor para correção de provas e elaboração de atividades).

MELHORES SALÁRIOS – Com os aumentos, para os professores do ensino médio, seguir carreira na rede estadual de ensino no Paraná é mais vantajoso do que trabalhar na rede privada. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam que a remuneração média dos professores de ensino médio nas escolas particulares é de R$ 2.232,36.

Já nas escolas estaduais, o salário médio dos professores é de R$ 4,7 mil, sendo R$ 4 mil de salário e R$ 721,48 de auxílio-transporte. Para quem quer ingressar na profissão, a rede estadual também oferece a melhor remuneração inicial para os professores.

Enquanto o Governo do Estado paga um piso de R$ 3.194,70 (R$ 2.473,22 de salário e R$ 721,48 de auxílio-transporte) para a jornada de 40 horas semanais, o professor de ensino médio que optar por lecionar na rede privada em Curitiba vai começar a carreira com um salário R$ 2.715,20.

Nos colégios do interior do Estado, os valores pagos aos professores da rede privada são diferenciados, segundo a convenção salarial do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná (Sinepe-PR) e Sindicato dos Professores no Estado do Paraná (Sinpropar).

Quem trabalha na rede privada nas escolas fora de Curitiba recebe um salário inicial de R$ 2.408,00, para 40 horas. Essa diferenciação não acontece na rede estadual, o professor do ensino médio que começa a carreira em Curitiba ou no Interior vai receber a mesma remuneração mensal, R$ 3.194,70. Além disso, o profissional que avançar na carreira no Paraná pode chegar à aposentadoria com um salário médio de R$ 10 mil.

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