Conheça as histórias de superação que o EJA proporciona a seus alunos

·
Atualizado há 3 anos

Há mais de trinta anos, a Constituição Federal de 1988 estabeleceu o direito à educação para toda a população brasileira, incluindo aqueles que não tiveram acesso à escola na infância ou adolescência.

No entanto, apesar das leis e regulamentações que asseguram esse direito, as estatísticas nacionais revelam desafios significativos na garantia da educação para todos, especialmente para aqueles que tiveram seus direitos violados durante a infância ou adolescência.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) surge como uma ferramenta essencial para proporcionar educação a indivíduos que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola na idade apropriada. No entanto, mesmo com mais de trinta anos desde a promulgação da Constituição, o Brasil enfrenta obstáculos persistentes na promoção da equidade educacional.

Desigualdades marcantes na EJA

Ao considerarmos as realidades sociais brasileiras, é evidente que as desigualdades raciais, econômicas e de gênero permeiam as turmas de EJA.

Durante as décadas de 80 e 90, a EJA foi muitas vezes relegada a um papel secundário, considerada obsoleta, com a expectativa de que investimentos eficientes na educação primária eliminariam a necessidade dessa modalidade. No entanto, mais de trinta anos depois, os índices preocupantes de analfabetismo entre adultos, evasão e abandono evidenciam que a desigualdade persiste.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, 20,2% dos jovens de 14 a 29 anos não concluíram a Educação Básica, sendo 71,7% deles negros (pretos e pardos). Apesar da queda geral nas taxas de analfabetismo desde 2016, ainda há 11 milhões de pessoas no país que não dominam plenamente a leitura e a escrita.

Impactos da Pandemia na Educação de Jovens e Adultos

Dados recentes do Censo Escolar (2020) refletem os efeitos primários da pandemia da COVID-19, agravando a situação da EJA. Houve uma queda significativa no número de matriculados nessa modalidade, com uma redução de 8,3% em relação a 2019, representando quase 270 mil estudantes a menos. Além disso, o Censo indica que 1,5 milhão de estudantes entre 14 e 17 anos não frequentam mais a escola.

Ao analisar a série histórica, observa-se uma diminuição sistemática nas matrículas da EJA desde 2017, acompanhando a queda nos investimentos públicos. A situação se agravou entre 2019 e 2020, indicando uma deterioração do contexto devido à pandemia.

Transformando Vidas Através da Educação de Jovens e Adultos: Histórias Inspiradoras de Superação
Em meio aos desafios da vida, a busca pela educação tem sido um farol orientador para muitos jovens e adultos em nossa comunidade. Suas histórias, marcadas por obstáculos superados, conquistas notáveis e transformações pessoais, refletem a importância da Educação de Jovens e Adultos (EJA) como uma ferramenta crucial para empoderar indivíduos e comunidades.

Conheça algumas histórias inspiradoras e que se transformaram depois do EJA em nossa região:

– Franciele, aluna do Ensino Médio, enfrentou a batalha da depressão e crises de ansiedade, interrompendo seus estudos aos 18 anos. No entanto, sua coragem a trouxe de volta à sala de aula, encontrando na EJA o suporte necessário para sua jornada de recuperação e aprendizado.
– Rosângela, uma dedicada cozinheira, trilhou o caminho da EJA, seguido pela faculdade, e hoje inspira como professora na rede municipal. Sua história destaca como a educação é uma via de ascensão, abrindo portas para novas oportunidades e realizações.
– Maria, recém-formada em Pedagogia, agora compartilha seu conhecimento na sala de aula, enquanto Anderson, após concluir a EJA, alcançou o primeiro lugar no curso técnico de enfermagem, consolidando sua carreira na APMI.
– Adriana, aluna transformada em professora, e Claudete, da EJA ao cargo de docente, são testemunhas vivas de como a educação pode mudar vidas. Eliane, aprovada em concurso municipal, e Cristina, após anos como diarista, conquistando férias merecidas, são exemplos palpáveis de superação.

O depoimento da professora de General Carneiro que atua na educação de jovens e adultos Amanda Mendes ressalta o desafio único da EJA, onde jovens e adultos de diferentes idades compartilham a sala de aula. Essa diversidade é uma força, proporcionando experiências únicas e gratificantes.

Segundo Amanda, existe a informação de que turmas de EJA podem fechar.

Segundo o responsável pelo Núcleo de Educação de União da Vitória Mario Dalgallo, os EJAS não serão fechados, mais sim será feita a realocação de algumas turmas. “A procura por esse ensino tem diminuído nos últimos anos”, explica Dalgallo.

O que é EJA

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade da Educação Básica que permite ao estudante retomar e concluir os estudos, promovendo, dessa forma, qualificação para conseguir melhores oportunidades no mercado de trabalho e os meios para uma melhor compreensão de sua condição enquanto cidadão.

As instituições estaduais de ensino com oferta da modalidade EJA propiciam a conclusão em dois anos do Ensino Fundamental Fase II (6º ao 9º ano) para pessoas a partir de 15 anos, além do Ensino Médio em um ano e meio para pessoas.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!