DEDICA: No penúltimo encontro, Projeto trabalha com oficinas pedagógicas

Reunião do mês foi no auditório da Uniuv e reuniu, inclusive, professores de Curitiba

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Atualizado há 10 anos

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(Foto: Mariana Honesko).

O clima era de valorização. Começando pela harmonia da apresentação das alunas do Colégio Estadual Estanislau Wrubleski, de Cruz Machado. Com leques em punho, as estudantes conquistaram aplausos, não só pela beleza da dança espanhola apresentada, mas pelo esforço de vir de longe, do interior do município, para o palco da Uniuv, cenário do penúltimo encontro do projeto Dedica. O reconhecimento veio nos discursos das autoridades e acabou se materializando nas oficinas pedagógicas “Educação e Diversidade: Por uma escola livre de preconceito, discriminação e violência”.

Dessa vez, o projeto não recebeu palestrantes ou teve mesa de debate. Foi justamente o modelo prático a marca do trabalho de professores e educadores em mais um encontro da proposta de formação continuada. Para dar norte ao contexto, os departamentos de Educação e Diversidade e de Enfrentamento às Violências nas Escolas, da Secretaria de Estado da Educação (SEED), participaram do grupo.

Sobre o tema

“Temos ainda muitos resquícios de preconceito e a escola tem tido esse papel de romper isso tudo”. A análise do promotor de Justiça, Júlio Ribeiro de Campos Neto, sintetizou o tema das oficinas trabalhadas ao longo de toda a tarde desta terça-feira, 11. Para ele, embora o assunto tenha avançado muito, ainda é desafiador. E a escola, onde estão os futuros formadores de opinião, pode ser exatamente o campo para esse trabalho, delicado, mas importante. Foi com essa filosofia que Melissa, da SEED, se propôs a trabalhar. “Viemos fazer essa provocação sobre o assunto com vocês”, sorriu, apresentando a equipe que veio com ela da capital.

Antes, porém, ela elogiou o trabalho de rede do Dedica e sinalizou o interesse da Secretaria em também fazer parte do grupo. “Para nós é uma grande oportunidade trabalhar em rede e embora estamos aqui passando rapidamente, vamos trazer um pouco da experiência que temos e com certeza vamos levar um pouco de vocês e isso é o rico do trabalho em rede, quando colocamos nossas habilidades em diálogo, conseguimos fazer um trabalho melhor e olhar para a juventude”, defendeu.

Interação

Para os organizadores do evento, a ligação entre a escola, entidades e a educação de ensino superior garante o sucesso de ambos. Na verdade, eles defendem que esse é o grau de envolvimento delas o que define isso tudo. Neste ponto, o vice-reitor da Uniuv, Lúcio Passos, afirmou a abertura da instituição e apresentou, de maneira breve, o “bebê” da casa, “Uniuv vai à Escola”. “Realmente estamos abrindo as portas. Neste ano, lançamos este projeto, onde vamos às escolas ou recebemos os estudantes, que participam conosco de cursos, de capacitação, tudo o que a escola deseja”, disse. Para o promotor Júlio Ribeiro de Campos Neto, essa interação é interessante inclusive quando sede seu espaço para um encontro do Dedica, por exemplo. “É essa interação que garante o sucesso de uma Instituição”, disse.

O projeto

O Dedica estreou em maio. Ele é uma aliança da Vara da Infância e Juventude, do Ministério Público e do Núcleo Regional da Educação, ambos, de União da Vitória. Nasceu com a intenção de ampliar na sociedade o conhecimento sobre a defesa dos diretos da criança e do adolescente. Funciona como um multiplicador de ideias. Até agora, tem dado certo.

Último encontro

8 de novembro, a partir das 13h15, em horário que ainda será definido

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