EDUCAÇÃO: Professores podem dar fim à greve

Assembleia começa logo mais, às 8 horas. Resultado pode encerrar com 45 dias de movimento

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Atualizado há 11 anos

A greve dos professores da rede estadual pode encerrar hoje, 9, após uma reunião entre a categoria com a diretoria da APP-Sindicato, no Estádio Vila Capanema, em Curitiba. “A expectativa é pelo fim”, confirmou a secretaria da APP-Sindicato local. Por telefone o escritório de União da Vitória ainda reforçou que a categoria no município votou ontem pelo fim da greve.

A APP-Sindicato afirmou para a Gazeta do Povo, em reportagem publicada na internet, que a categoria segue dividida sobre a decisão, mas não descarta o encerramento da movimentação.

A assembleia geral só foi convocada pois a semana passada foi marcada por acordos e desacordos entre Palácio do Iguaçu, deputados e Sindicato. A última proposta apresentada pelos deputados e governo foi criar um plano de reajuste até 2017. A ideia é pagar 3,45% (referentes à inflação de maio a dezembro de 2014) em uma única parcela em outubro deste ano. A inflação de 2015 seria zerada em janeiro de 2016. As perdas inflacionárias de 2016 seriam pagas em janeiro de 2017 – quando os servidores também ganhariam um adicional de 1%. Além disso, a proposta prevê a reposição do IPCA de janeiro a abril de 2017 a ser paga em 1º de maio daquele ano – quando a data-base do funcionalismo estadual voltaria a ser em maio e não mais em janeiro.

No entanto, a pauta da greve definida pelos professores pede o pagamento de 8,14% da data base em parcela única num período curto; pagamento também do Piso Nacional para professores e funcionários de 13,01%, retroativo a janeiro; PSS – Pagamento pela maior habilitação; Porte de Escola (condições de trabalho); concurso público para professores e funcionários; enquadramento dos aposentados no nível II; condições de atendimento pelo SAS. Hora-atividade de 50%. Incorporação do auxílio-transporte ao salário. A não punições e faltas aos trabalhadores da Educação em greve e calendário único de reposição.

A greve no Paraná já dura 45 dias, e é a segunda paralisação. A primeira foi logo no início do ano, quando os professores pararam por 29 dias. Diretamente, a greve atinge mais de 1 milhão de alunos em todo o Paraná, matriculados em 2.153 escolas da rede estadual e outras 438 conveniadas. A greve também conta com a adesão de funcionários de escolas. No total, são 72 mil professores efetivos; 20 mil professores temporários; e 28 mil funcionários (administrativos e auxiliares de serviços gerais).

Mais cinco estados continuam em greve

Na semana passada a greve de 72 dias dos educadores em Santa Catarina teve fim. A categoria voltou às salas de aula ontem. O retorno se deu para que a categoria pudesse voltar a negociar com o governo, que até o momento se negava.

No entanto, mais cinco estados continuam paralisados. As pautas são idênticas em todas as situações. O desrespeito à lei do piso, da data-base, da carreira e o constante retrocesso de direitos já conquistados pelas categorias.

Em São Paulo o movimento já é considerado o mais longo registrado no estado, com 80 dias. Em Goiás são 27 dias de greve e, após uma proposta apresentada pelo governo, uma assembleia geral está marcada para hoje. Já os professores de Pernambuco votaram pela continuidade da greve na última terça-feira, 2, e aprovaram uma série de atos, além de uma reunião entre o Fórum dos Servidores do Estado (FSE). No Sergipe, sem propostas do Governo do Estado, professores decidiram na assembleia de semana passada a continuar o movimento grevista iniciado no dia 18 de maio. No Tocantins os servidores decidiram deflagrar a greve também a partir da sexta-feira, 5, em todo Estado. A decisão foi tomada na assembleia estadual do dia 29 de maio.

Já em Pernambuco os professores voltaram às salas de aula ontem, depois de 73 dias em greve. Entretanto as mobilizações continuarão porque não houve acordo entre a categoria e o governo.

 

Aulas

Conforme dados do Núcleo Regional de Educação (NRE) de União da Vitória, das 16 escolas estaduais no município, 8 estão com funcionamento parcial e outras 8 com atendimento total.

Nas cidades assistidas pelo NRE, 22 escolas estão funcionamento normalmente, 23 em modelo parcial e 8 mantém a paralisação.

Conforme o assistente da chefia do Núcleo, Jucemir Lazier, a intenção é que amanhã, já com a decisão da Assembleia Geral na capital, as atividades sejam retomadas normalmente em todas as escolas da região.

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