Depois de 72 dias, foi suspensa ontem à tarde a greve dos professores da rede de ensino estadual. A decisão foi tirada em Assembleia Geral do Sinte-SC e não foi unânime. A categoria continua dividida e chegou a acontecer confronto entre os professores favoráveis e contrários à suspensão da greve.
O coordenador estadual do Sinte-SC, Luiz Carlos Vieira, teve que ser escoltado por policiais militares para poder sair da Efapi, em Chapecó, local da Assembleia. O secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, contou que havia um entendimento para o fim da paralisação há três semanas.
Nesse período a secretaria detalhou itens da minuta de acordo, a pedido do sindicato. “Não houve nenhuma grande mudança. Apenas tiramos algumas dúvidas. Acredito que isso tenha ajudado para a decisão de suspender a greve.”
Pelo acordo, a mesa de negociação entre as partes para discussão da nova carreira do Magistério público estadual será instalada na segunda-feira, 8, e permanecerá por 30 dias, prorrogáveis por mais 30.
Caso não haja entendimento, há possibilidade de retomada do movimento grevista. O desafio agora é fazer a reposição das aulas, processo que será acompanhado de perto pelo Ministério Público para que se garanta o direito à Educação – 200 dias letivos ou 800 horas-aula. Como a adesão à greve ficou na faixa dos 5% aos 10% dos, na maioria das escolas a reposição será tranquila.
Mas, segundo Deschamps, há casos em que os alunos terão aulas nos meses de janeiro e até fevereiro de 2016.