
“A inserção da Uniguaçu aqui foi até um pouco traumática, até porque ninguém acreditava que ela fosse existir e resistir.”
As palavras de Edson Aires, Superintendente das Coligadas UB, são um tanto fortes, mas mostram como foram os primeiros passos da Instituição que hoje é uma das maiores da região. “Entre tantas promessas politiqueiras da época a população já estava desacreditada. Mas a única que deu certo foi a Uniguaçu”, conta.
“Na época nós tínhamos um planejamento, mas não sabíamos que ela seria tão bem recebida. Até porque nos falavam que “quem em sã consciência implantaria uma quarta instituição de ensino superior numa cidade com 50 mil habitantes”. Mas a gente acreditou muito, porque tínhamos uma proposta diferente”, argumenta.
A Instituição começou em 1999, com os trâmites mais burocráticos junto ao Ministério da Educação, mas academicamente, foram dois anos depois.
A estrutura que começou com dois cursos, de Administração e Sistemas de Informação, com cerca de 60 alunos, lá em 2001, hoje conta com mais de 4 mil alunos e mais de 320 pessoas empregadas diretamente.
A estrutura física também é de dar inveja. São duas fazendas para atender os cursos de Veterinária e Agronomia. Mais dois hospitais, um de pequeno e outro de grande porte para cuidar dos animais e outros três complexos. Um prédio para atender os cursos da Saúde, outro que concentra a estrutura da biblioteca, com 50 mil exemplares, e cursos de sociais aplicadas. Além do centro de tecnologia, que envolve os cursos de engenharias, sistemas e arquitetura.
Conforme Aires entre todos os alunos 40% são do Vale do Iguaçu e outros 25% vêm de outros centros para morar por aqui. “Isso movimenta a economia. É aluguel, restaurante, balada, é livro, é transporte coletivo”, pontua.
Ainda para o superintendente as adversidades, de espaço e até mesmo de apoio, se esticaram por um tempo. Para ele o crescimento de União da Vitória não acompanhou o da própria Instituição.
Nesse contexto Aires cita a estrutura do Bairro Rio D’Areia, onde a Instituição está localizada. No início não havia restaurantes, ponto de ônibus, até mesmo casas ao redor. “Era escuro, a iluminação púbica mal chegava aqui. Até hoje a Instituição que usa da própria estrutura para iluminar ao redor, porque a iluminação pública não dá conta”, dispara.
“A atenção que o município poderia ter dado para região não foi dada, para o Bairro. A Uniguaçu cresceu e em volta cresceu também”, argumenta.
A Instituição já fez e ainda faz muito para suprir as necessidades da própria cidade. “Qual outro lugar da cidade que tem área para carros com 800 vagas. Espaço para ônibus para mais de 60 veículos, uma sala de eventos com 500 lugares”, questiona Aires. “É só a Uniguaçu. Nosso olhar é muito para o desenvolvimento regional e para a Instituição sobreviver a longo prazo ela também precisa que a cidade desenvolva”, dispara.
O crescimento do município na contramão da Instituição também afetou uma das metas da Uniguaçu, declara Aires. A ideia era completar uma cartilha de 20 cursos de graduação e chegar aos 5 mil alunos. Contudo, o sonho do curso de Medicina teve de ser adiado, pela falta de estrutura do próprio município. “Estamos com alguns impasses, porque o município precisa ter condições para receber o curso. Essa capacidade é de 70 mil habitantes, quantidade de leitos SUS que o município não tem. São várias questões de saúde que nós não atendemos ainda”, lamenta.
Outras propostas foram elaboradas. Uma união entre as duas cidades, Porto União e União da Vitória, uma carta construída, mas o Ministério da Educação ainda não deu uma resposta. “Também a carência do curso é muito grande em outras cidades, com porte maior”, comenta.
Com isso, no planejamento do próximo ano, o “namoro” será com outros cursos. A intenção da Instituição é trazer alguma grade que complete os cursos já em andamento na Uniguaçu, ou então, um na área de Comunicação Social.
“A Uniguaçu começou com uma ideologia acadêmica diferente, voltada para o aluno, um ensino mais dinâmico, e é isso que buscamos para daqui 15 anos.”
A visão também é compartilhada pela atual diretora, Marta Borges Lima, que já foi vice-diretora e braço direito de Aires dentro da Uniguaçu. Ela veio para cá em 2004, depois que Edson Aires, com quem também trabalhou junto na cidade de Ivaiporã em outra instituição, apresentou o modelo de educação que poderiam aplicar por aqui.
“Nós fazemos um trabalho diretamente para o aluno. O aluno é o principal ator da Instituição”, fala. “A gente trabalha para que o aluno se sinta bem, feliz, e goste de estudar aqui. É com esse olhar que trabalhamos”, sorri Marta.
Apesar de estar na direção há pouco tempo, Marta já sabia da responsabilidade que era trabalhar numa estrutura como da Uniguaçu. “É uma gestão robusta que a gente chegou para trabalhar junto. O que me deixa feliz é essa transição que tive, porque a equipe que a gente tem é incrível. Todo mundo trabalha, veste a camisa, vive a Uniguaçu”, conta. “Todo mundo trabalha para dar certo. A Uniguaçu cresceu e levou todo mundo junto”, sorri.
E, daqui para frente, os passos serão ainda maiores. Tanto Aires quanto Marta esperam por mais desenvolvimento, engajamento com a sociedade, mais cursos e alunos. “Hoje a faculdade está extremamente confortável com a estrutura física, acadêmica e econômica. A Uniguaçu é uma empresa particular com fins lucrativos, mas é uma empresa que cumpre todas as questões sociais. E buscamos mais, sempre mais”, fala Aires.
“A gente enxerga primeiro o ser humano, por isso nós temos esse retorno das pessoas trabalharem com prazer aqui dentro, e estudarem num ambiente bom”, reafirma a diretora.
SERVIÇÃO
Visite
A Uniguaçu fica no Bairro Rio D’Areia em União da Vitória. A estrutura, porém, está espalhada dos dois lados da Rua Padre Saporiti, 717. O número para contato é o 3522-6192.
A Instituição tem hoje 19 cursos, entre eles Administração, Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, Direito, Ed. Física Bacharelado, Ed. Física Licenciatura, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Engenharia, Mecânica, Farmácia, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Nutrição, Psicologia, Serviço Social e Sistemas de Informação. Além de cursos de pós-graduação e serviços sociais voltados para a comunidade.