
Pensar na Uniguaçu sem lembrar no rosto destes dois queridos é impossível. Talvez só capaz para quem não é da região ou não conhece a Instituição. Vilta, na verdade Vilta Inês Quitério de Souza, de 40 anos, é uma espécie de mãe de todos.
Ela mesmo admite que casou – com muito orgulho – com a Instituição e que tenta atender todos os 4.600 estudantes com o carinho comum às mamães. Acolhe, abraça, aconselha e termina a conversa com uma risada alta, gostosa de ouvir. Faz tudo com amor, como toda boa Pedagoga. É solteira, mas vive um caso de amor intenso com a Uniguaçu.
Vilta é natural de União da Vitória, filha do famoso “Taco”, ex-jogador do Iguaçu Futebol Clube, o time que tanto empolgou a torcida na terrinha. A família tem raízes gaúchas e, como tal, gosta de uma conversa fácil e de trabalhar. E como trabalha. Os colegas brincam e dizem que quando ela está de folga, carrega pedras. Ela sorri ao ouvir isso, diz que o trabalho é fruto de uma engrenagem onde todos, sem exceção, são importantes.
Na Uniguaçu está oficialmente desde o dia 24 de dezembro de 2001. “Foi um presente do Papai Noel, maravilhoso. Tenho de trabalho a mesma idade da casa. Conheço a Uniguaçu desde que era um embrião. A gente só queria que ela tivesse força e agora é nossa menina, debutando”, sorri.
Foi sua primeira experiência na área da Educação. Vilta atendeu correndo o convite de Edson Aires e ajudou já na organização do primeiro vestibular, embora oficialmente começou como recepcionista e telefonista. “Vim, aceitei. Sempre gostei muito do atendimento ao público. E hoje vivo aqui dentro. É um envolvimento. Não tenho filho da minha barriga, mas quatro mil que passam por aí. É uma satisfação imensa ver no olhar daquele aluno, de quem tinha tudo para não continuar e conseguiu”, conta.
Em pouco tempo, a desenvoltura de Vilta a levou para outras funções. Logo, estava à frente da supervisão pedagógica. Dentro desta função, nasceu a Central do Acadêmico, espaço pioneiro no meio acadêmico, que permite um “respiro” aos alunos, sempre que preciso.
Como boa mãe, Vilta vibra com a transformação da Instituição e principalmente, com a mudança da região. Ela comemora a construção de novos prédios, de horários estendidos nas farmácias, nos postos de combustível, nos mercados. Tudo, avalia, fruto da vinda dos alunos para a região e na necessidade dessa transformação. Para Vilta, a Uniguaçu é sinônimo de alegria, de comprometimento.
Isso tudo e um pouco mais, é o que compartilha o professor “Ivanzão”. De seus 52 anos, 15 são vividos dentro da Uniguaçu. Ivan Henrich também compartilha do carisma de Vilta. Sua voz forte e seu bom humor contagiam professores, funcionários e alunos. Ele é a propaganda da Instituição, é quem vai às escolas conversar com os alunos dos “terceirões”, apresentando a Uniguaçu como mais uma opção de Ensino Superior. É Henrich também que assina os cerimoniais de formatura – já são 128, desde a primeira, quatro anos após a estreia da Instituição.
O professor ensina ali, convive com sua esposa nos corredores – ela é docente no curso de Farmácia – e quase todo dia, encontra com um dos filhos nos prédios, hoje, aluno da Uniguçu. Por isso, se há 15 anos a Instituição já era importante para Henrich, hoje, com gente do seu sangue e do seu coração por ali, virou o quintal da sua casa. “Em 2001 eu estava no litoral. Vim para a cidade à convite do professor Aluísio para dar um ‘aulão’. Era aqui mesmo, mas quando o prédio era o Senai. O professor Edson Aires iria abrir cursos na área da saúde e me convidou para trabalhar na área biológica. Teve o vestibular, trabalhamos nele e comecei junto com os cursos em 2002. Virou uma família, lutamos aqui o dia todo”, relembra.
Ivanzão carrega um currículo de peso: é mestre em desenvolvimento regional, tem cinco graduações e três pós. Assim, é peça chave em várias disciplinas nas áreas da Saúde, logo, ministra aula todos os dias, em praticamente todos os períodos.
Porém, nada disso o colocou em pedestal. Ao contrário. É Henrich, por exemplo, quem arrasa nos figurinos das festas à fantasia promovida pela Instituição. Na verdade, “o traje da vez” é um dos auges do evento, esperado pelos alunos e professores. As festas, embora hoje sejam prestigiadas em massa, nem sempre tiveram este glamour todo. De novo, foi preciso arregaçar as mangas para colocar o evento no calendário mais esperado do ano pelos estudantes. “Na primeira festa que fizemos, nunca vou esquecer. O tema da festa era circo. Tivemos colegas da imprensa que se ofenderam dizendo que a Uniguaçu estava tratando a comunidade como palhaços. Nada disso. Com todo o trabalho nosso, conseguimos reunir 300 pessoas, mas foi muito cansativo. Tivemos que colocar na cabeça do pessoal que o circo é uma festa, uma cultura. Vimos nisso que a Uniguaçu transforma as pessoas, que realmente realizamos sonhos”, sorri.
E, para Henrich, muito mais que badalação, os 19 cursos que a Instituição oferece resolveu boa parte dos temores dos pais de filhos à beira da conclusão do Ensino Médio. “Vi pai chorando a morte de filho nestas BRs, para vir pra cá ou ir para lá. Vi muitos jovens tendo suas vidas sendo ceifadas por aí. A Uniguaçu evitou este derrame de sangue e de lágrimas pelos jovens que foram estudar fora”, destaca o professor. Como mãe, a Instituição também acolheu quem decidiu vir estudar e ficar na terrinha. “A gente é um pouco pai, um pouco mãe. Já fui buscar aluno na cadeia, caído por que passou mal, já fui em apartamento que entrou ladrão. Você deixa de ser professor para se envolver no cuidado deles”, sorri.
Para Henrich, a Uniguaçu pode ser definida em uma única palavra: transformação. “E em seguida, pelo amor”, sorri.