“Estamos em estado de alerta”, afirma diretor da Unespar

Campus retornou ontem, mas teme não conseguir continuar com as atividades

·
Atualizado há 10 anos

unesparX1
Campus aguarda liberação da verba para pagamento de terceirizados. Caso sejam suspensas as atividades, cerca de 1200 alunos ficarão sem aula

O repasse das verbas de custeio para o terceiro trimestre ainda não foi depositado para a Universidade Estadual do Paraná (Unespar). No campus de União das Vitória os alunos, professores e funcionários saíram em recesso há uma semana e retornaram com as atividades ontem, contudo, com a incerteza de continuar com o trabalho.

Conforme o diretor do campus, Valderlei Sanches, para toda a Unespar, que compõe sete campi, devem ser repassados até o final do ano cerca de R$ 6 milhões. “Para alguns campi mais, outros menos. É conforme o gasto de cada um”, explica.

Por aqui, segundo Sanches, o atraso é com as empresas de serviços terceirizados. São mais de três meses que as empresas não recebem. “Estamos em estado de alerta. Se eles quiserem recolher os funcionários e não realizar mais o serviço de limpeza, por exemplo, nós vamos ter de parar”, alerta.

Em entrevista para O Comércio na semana passada, a vice-diretora local, Sandra Salete de Camargo Silva, disse que a suplementação orçamentária para manter o campus não é suficiente para que a Instituição consiga cumprir com suas obrigações.

Segundo ela em todos os sete campi a redução na verba de custeio, com relação ao ano passado, chega perto dos R$ 10 milhões. Neste ano foram entregues para os campi cerca de R$ 8,9 milhões, mas o valor necessário para suprir as necessidades de toda a estrutura seria o dobro desse valor, segundo a Reitoria de Finanças.

Contudo, o diretor Sanches se diz confiante e espera que até o final do mês o dinheiro esteja na conta. “Contamos com a possível liberação de recursos”, afirma.

O dinheiro é para manter o funcionamento básico da Instituição, como a limpeza – que é terceirizada -, setores de segurança, informática, pagamento de estagiários. Além do pagamento das contas de luz, água, telefone, materiais de informática e consumo.

Com a falta do repasse, os alunos são os que mais sofrem.

Eles têm pesquisas e estudos limitados, já que muitos equipamentos não podem ser usados nos laboratórios ou nem funcionam. A falta de estrutura em alguns cursos compromete a formação dos acadêmicos.

Caso a situação no campus piore, será realizada uma assembleia para decidir pela paralisação. Até lá os diretores dos campi, assim como os acadêmicos, professores e funcionários, aguardam pelo repasse da verba. Essa discussão está sendo feita entre reitores e o Estado.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!