EVASÃO ESCOLAR: Lugar de estudante, é na sala de aula

Abril marca intensificação de campanhas para atrair quem está fora da sala de aula. NRE lidera mobilização

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Atualizado há 11 anos

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Alunos do Ensino Médio são os maiores evadidos: trabalho de prevenção começa na base. (Foto: Mariana Honesko).

A vizinha cidade de Cruz Machado (PR), essencialmente rural, ocupou por algum tempo o primeiro lugar no ranking com maior número de estudantes fora da escola. Agora, na região atendida pelo Núcleo Regional da Educação (NRE) é São Mateus quem amarga o título. Mas, se depender do esforço de quem atua na educação, o cenário vai mudar. E logo.

Essa é a proposta da campanha que tem o fim da evasão escolar como meta. Abril é o mês oficial da ação. “Isso por estarmos no início do ano letivo e, por isso, queremos contatar desde já possíveis evadidos”, justifica o chefe do núcleo em União da Vitória, Ricardo Brugnago.

Para reduzir índices, o NRE, em parceria com entidades de apoio, ligadas à infância e adolescência, definem estratégias. A primeira etapa já começou e tem o dia 14, por exemplo, como data para o preenchimento das planilhas de controle do fluxo de evasão em todas as escolas da região. Ao longo do mês e do ano, as ações pulverizam-se. “Estamos fazendo diversas atividades dentro das escolas, relacionando a importância dentro delas e de como todos devem agir ao ajudar os alunos que não estão na instituição, para que voltem”, explica.

Além disso, o NRE encabeça reuniões com os pedagogos de todos os nove municípios, em pólos. “E já estão programadas visitas onde eu mesmo vou percorrer todas as escolas do Núcleo, com a técnica responsável do programa e alguém da patrulha escolar”, revela Brugnago.

Para o chefe do NRE, se derem certo, as estratégias podem garantir o retorno e a aprovação dos estudantes. Dados do núcleo apostam que a evasão escolar está especialmente presente entre as turmas do Ensino Médio.

Diagnóstico

Até 2011, Cruz Machado era a primeira cidade da região com maior número de evadidos. Na época, 79 jovens estavam fora da escola, um número elevado, considerando o tamanho da cidade e a quantidade de estabelecimentos. São Mateus, especialmente em 2013, ultrapassou a cidade mas, conforme Solange Alves Pereira, da equipe pedagógica do NRE, aos poucos, vem melhorando os índices.

A certeza de evolução é baseada no trabalho que foi feito em Cruz Machado, quando o município saiu do vermelho. “Foi fortalecida a rede de proteção, teve mais rigor no acompanhamento das escolas e um diagnóstico precoce dos casos, para que houvesse mais agilidade na resolução das situações”, explica.

Exemplo

O trabalho em rede também garantiu o sucesso nas escolas de União da Vitória. Só para se ter ideia, em 2011, 170 alunos estavam longe dos bancos estudantis. Em 2012, o número caiu para 150. Em 2014, apenas 53 jovens estão fora da escola. Aos poucos, o percentual caiu e a presença em sala, cresce.

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