
No final da tarde de quarta-feira uma liminar do desembargador Luiz Mateus de Lima considerou a greve de professores da rede estadual abusiva. A limiar foi uma resposta ao pedido do governo do Paraná feito durante o final de semana. Contudo a APP Sindicato informou desconhecer da decisão e não ter recebido nenhum comunicado oficial. “Informamos a todos(as) que a APP-Sindicato não foi notificada e, portanto, é válida a deliberação tomada na última assembleia da categoria, por cerca de 20 mil educadores(as), de que a greve da educação continua”, diz parte de comunicado publicado no site do Sindicato.
Por outro lado o Núcleo Regional de Educação (NRE) em União da Vitória realizou uma reunião com diretores na tarde de ontem e nela pediu para que professores se reunissem para decidir a retomada das atividades. Ainda conforme o NRE, apenas a cidade de Antônio Olinto registrou o retorno de professores. As outras oito cidades, incluindo União da Vitória, não teve volta às aulas.
De acordo com a liminar o retorno às aulas deve ser imediato sob pena de multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento. Outra parte da decisão também proíbe que os grevistas limitem os acessos às dependências de órgãos públicos estaduais ou que impeçam outros servidores de trabalhar. Conforme o magistrado o uso da força policial está autorizada “caso necessário”.
A explicação para a liminar é de que os grevistas já conseguiram avanço nas negociações com o Governo e que a continuidade do movimento não “parece justa e legal” e “compromete toda a sociedade, maior afetada nesse momento”.
Até o final desta edição a APP Sindicato ainda não havia informado sobre o recebimento da liminar e, portanto, a greve continua até nova assembleia da categoria.