
No final da tarde de quarta-feira, 6, diretores da APP-Sindicato em União da Vitória chamaram a imprensa local para informar os novos rumos da greve de professores e funcionários. Salete Tonon, presidente do escritório, informou que uma nova assembleia será realizada, para definir pela continuidade ou fim do movimento. Até lá a categoria mantém a greve e promove ações com diretores, pais e alunos. Atos em frente aos Núcleos Regionais de Educação também foram convocados. Amanhã professores junto de outros servidores públicos e docentes do campus da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), irão se reunir na Avenida Interventor Manoel Ribas – caneleta – para conscientizar e informar à população sobre qual é o cenário atual da Educação no Paraná. Fotos do dia 29 de abril, quando policiais e professores foram colocados em combate no Centro Cívico de Curitiba, serão expostas na Avenida.
Ainda na coletiva, questionada sobre a legalidade da greve e o desconto para aqueles que não voltarem às salas de aula, a diretoria informou que a luta da categoria é legal e, conforme as negociações correrem com o governo, o calendário escolar será organizado novamente. “Ninguém será prejudicado. O que mais gostaríamos era de estarmos em sala de aula agora, discutir a pauta na sala de aula, não isso que estamos passando”, disse Salete.
Contudo, em reportagem publicada pelo jornal Gazeta do Povo ontem, o diretor de comunicação do sindicato dos professores, Luiz Fernando Rodrigues, afirmou que se houver o desconto salarial, os professores não são obrigados a fazer a reposição das aulas. A reportagem também mencionou uma reunião entre representantes do Fórum Estadual dos Servidores (FES) e a secretária estadual de Administração e Previdência, Dinorah Nogara, em que os servidores colocaram a questão na pauta. Nessa reunião Dinorah reafirmou que irá levar “isso” para o governador [Beto Richa].
Porém, no momento, o pedido da APP-Sindicato é para uma mesa de negociações. Nela serão discutidas as pautas mais urgentes: revogação do projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa que prevê mudanças no sistema previdenciário dos servidores públicos; repasse do Data Base de 2014 que era para ter sido viabilizado no dia 30 de abril; porte de escola e melhores condições no sistema de saúde dos servidores, SAS.
As expectativas são boas, afirma Salete, isso porque a nova secretária de Educação, Ana Seres Trento Comin, já se mostrou aberta às discussões com o Sindicato e informou que a prioridade é o retorno às aulas.