LEI FEDERAL: Escolas tem até maio de 2020 para terem bibliotecas e acervo

Escolas municipais e estaduais do Vale do Iguaçu possuem acervos, mas espaços devem ser ampliados

Bibliotecas escolares existem, mas os espaços são insuficientes (Foto: Arquivo JOC).
Bibliotecas escolares existem, mas os espaços são insuficientes
(Foto: Arquivo JOC).

Falta um ano para que todas as escolas do país, públicas e privadas, devam ter bibliotecas com bibliotecário responsável e um acervo equivalente a pelo menos um livro por aluno matriculado. A medida é resultado de uma Lei Federal, sancionada em maio de 2010.

Em nível nacional, dados do Censo Escolar do ano passado (2018) pouco mais da metade (51,2%) das escolas brasileiras têm bibliotecas. O estudo aponta também uma diferença entre as escolas públicas e particulares: na rede pública, apenas 45,7% das escolas têm bibliotecas, índice que alcança 70,3% no caso das escolas particulares.

Em União da Vitória

Segundo a Secretaria Municipal de Educação de União da Vitória, todas as escolas possuem acervo bibliográfico, e estão sendo buscadas alternativas para melhorar os espaços.

O Secretário, Ricardo Brugnago destaca que o acervo das bibliotecas das escolas do município é constituído com livros encaminhados pelo MEC, adquiridos com as verbas do Projeto Ler e do Programa Individual de Desenvolvimento Escolar (Pide). “Vale salientar que nos anos iniciais do ensino fundamental a leitura é uma atividade permanente/diária deste modo em muitas das salas de aula têm o Cantinho da Leitura de uma forma atrativa para criança despertar o interesse pela leitura tornando-se um hábito”, disse.

Escolas Estaduais

De acordo com o Chefe do Núcleo Regional de Educação de União da Vitórias, Carlos Polsin, todas as escolas da região de abrangência do NRE possuem bibliotecas. “As que não tem bibliotecários, a direção readaptou professores para responder pela função ou ainda usam os agentes educacionais 2, que são funcionários administrativos, que trabalham nas bibliotecas”.

Polsin alertou que o cargo de bibliotecário não faz mais parte da estrutura funcional do Estado. “Para cumprir a lei, o Paraná vai precisar se adequar para tal”.

O gestor afirmou que as escolas não foram projetadas originalmente para espaços como bibliotecas e laboratórios. “Muitas vezes o espaço é uma ampliação, uma nova sala para abrigar a biblioteca, outras vezes uma sala de aula vira biblioteca ou laboratório”, disse.

Polsin disse que os acervos atendem as exigências de um livro por aluno. “Posso citar a Escola Neuza Domit, onde há uma biblioteca de 68 metros quadrados com um acervo de 6 mil títulos, isso dá seis livros por aluno”, contabilizou.

Ele ressaltou também que o estado atualizou parte dos acervos no ano passado e que outras remessas estão previstas para este ano.

Porto União

A Secretária de Educação de Porto União, professora Aldair Muncinelli afirma que em Porto União, há oito Núcleos de Ensino Fundamental e a Educação de Jovens e Adultos com Bibliotecas, mas algumas estruturas não contam com bibliotecárias. “Somente nos Colégios João Fernando Sobral e Herminio Milis podem ser encontradas pelo menos uma atendente na Biblioteca. Nos 13 Núcleos Infantis temos a sala de brinquedos e livros que são manuseados junto com o professor regente”, disse.

A Secretária anunciou que a Biblioteca da Escola Frei Deodato, em São Miguel da Serra, construída há pouco, está pronta, no entanto ainda não foi entregue oficialmente à comunidade escolar, o que deve acontecer nas comemorações do centenário do Distrito.

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