Movimento pede fim da ocupação na Unespar de União da Vitória

Protesto exige saída de alunos para que não seja perdido o ano letivo

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Atualizado há 10 anos

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(Fotos: Jair Nunes).

Um protesto marcou o fim da semana letiva no campi da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) de União da Vitória. Acadêmicos integrantes do movimento “Desocupa Unespar” promoveram um ato no início da noite de ontem em frente ao prédio da Instituição com o objetivo deixar clara a vontade dos alunos de acabar com a ocupação na Unespar. O ato demonstrou a insatisfação dos manifestantes em relação a ocupação por um número reduzido de alunos, prejudicando o calendário letivo da Instituição.

Cerca de 100 pessoas, entre acadêmicos e pais, participaram do manifesto, espalhados pela Praça Coronel Amazonas. Um “aulão” com a participação de alguns professores foi acompanhado pelos manifestantes. No início do ato, na execução do hino nacional, cerca de cinco pessoas ensaiaram um coro de palavras de ordem contra o “Desocupa Unespar”. No entanto, a presença do 27º Batalhão de Polícia Militar de União da Vitória garantiu a ordem e o tom pacífico do protesto.

De acordo com uma das organizadoras do evento e integrante do Movimento “Desocupa Unespar”, Bruna Maron Rosa, a intenção do manifesto foi conclamar acadêmicos, professores e a comunidade do Vale do Iguaçu para explicar a realidade da situação, que tanto alunos como funcionários estão passando em consequência da ocupação. A líder estudantil disse que os acadêmicos estão muito preocupados, pois estão perdendo aulas e os que estão no último ano já se sentem prejudicados, pois não tem acesso ao campi para finalizar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), e muito menos dar sequência às pesquisas que são realizadas na sede da Unespar de União da Vitória.

desocupa-unespar-uniaodavitoria3Bruna disse ainda que os professores e funcionários estão preocupados, pois não podem entrar para trabalhar e com isso estão correndo o risco de ter o ponto cortado por não estar no desempenho de suas funções dentro da Unespar. “Lutar pela educação, impedindo o acesso a ela, é um tanto contraditório”, desabafou. “Queremos a desocupação pacífica e sem confronto”, disse a líder estudantil, afirmando que todos os acadêmicos têm os mesmos direitos, ao acesso, ao estudo e ao conhecimento.

Ocupantes reclamam de supostos ataques

Enquanto isso os alunos que estão dentro do campus se dizem vítimas de reações contra a ocupação. Na página do movimento local no Facebook integrantes dizem que na madrugada de ontem a ocupação sofreu um ataque, quando foram jogadas pedras na janela da sala que está sendo utilizada como cozinha. Integrantes que estavam na segurança noturna acreditam que o ataque ocorreu entre 5h30 e 6 horas. Ainda segundo os ocupantes, na manhã do último dia 16 pessoas contrárias à ocupação atearam fogo à faixa que estava no portão principal. Eles ressaltam que a ocupação foi legitimada em uma assembléia democrática e nunca se utilizaram de meios violentos. Representantes do grupo que ocupa a Unespar dizem que não tem data para se retirar do campus local.

Movimento divulga nota sobre desocupação

O “Desocupa Unespar” divulgou na sua Fan Page, no Facebook, os objetivos do movimento. Confira na íntegra:

“Um movimento estudantil está surgindo com intuito de mobilizar e conscientizar sobre o problema que a ocupação da Unespar tem gerado a toda a comunidade envolvida. Alunos estão impedidos de desenvolver projetos de pesquisa; estagiários ficam sem trabalhar; acadêmicos que vem de outras cidades suportam prejuízo financeiro em razão do pagamento de transporte, sem contar o fato das aulas estarem suspensas sem previsão de retorno. Um pequeno grupo ocupa a Unespar, e promovem reunião para manutenção da ocupação de sem comunicar os alunos, impossibilitando qualquer ato contrario, uma unilateralidade a beira da arbitrariedade. Em suas falas, os ocupantes argumentam que lutam pela educação, ocorre que, uma manifestação que lesa o direito de educação dos outros é um tanto quanto irônico!”

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