Muito além das engenhocas das feirinhas de Ciências

Estudantes do José de Anchieta criam experimentos em evento que, na sua preparação, passeou pelas aulas de Espanhol, Filosofia e Química

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Atualizado há 11 anos

Difícil imaginar como a mistura das aulas de Filosofia, Química e Espanhol poderiam terminar com quatro salas cheias de criatividade, de experimentos efervescentes, de técnicas quase improváveis e funcionais.

A receita e o segredo são o grande sucesso da mostra assinada pelos alunos do “terceirão” da Escola Estadual José de Anchieta, de União da Vitória. A ideia original, porém, nasceu da mente criativa da professora de Língua Espanhola, Adelheit Hobi. Para ela, a fixação do conhecimento a partir das experiências práticas, é praticamente uma certeza. Logo, não teve dúvidas ao arriscar. “O resultado é fantástico, surpreendente. Quando abrimos para a prática, o resultado é a fixação do conhecimento e o armazenamento disso, é mais duradouro, efetivo”, explica.

Foram 30 dias de preparação intensa. “Vim amadurecendo as ideias de trabalhar uma feira de ciências diferente, com enfoque mais apurado na questão da física, química e robótica. Fizemos isso e uma reflexão sobre até que ponto a mão humana lida e trabalha com isso tudo na sociedade”, conta a professora Adelheit.

A mostra já terminou: ela durou apenas a manhã de ontem, aberta à visitação interna, apenas dos estudantes e professores da instituição. Quem passou por lá, pode experimentar de sensações diferentes, desde surpresa à admiração. Líquido sólido – sim, é possível – testes de condução de energia, simulação de tornados, ilusão de ótica e magnetismo, conquistaram a atenção dos expectadores.

Em 2016, a mostra deve ser repetida, com novos ângulos e enfoques.

Fotos: Mariana Honesko

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