Professores da Rede Estadual discutem possibilidade de greve

Decisão será tomada no sábado em assembleia. Representantes da APP Sindicato de União da Vitória adiantam que paralisação é o último recurso para resposta do Estado

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Atualizado há 12 anos

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Coletiva foi realizada em todo o Estado. Professores temem pela Educação no início do ano letivo. (Foto: Bruna Kobus).

Professores da Rede Pública Estadual em União da Vitória informaram ontem, em coletiva de imprensa, que irão participar de uma assembleia com todos os professores do Paraná neste sábado, em Guarapuava. Na pauta, além de novas reivindicações, assuntos da última paralisação, realizada em abril, também serão retomados. “Estamos em um começo de ano de inseguranças, as decisões do Estado têm nos assustado e o clima na escola é desanimador”, dispara Salete Tonon, presidente da APP Sindicato em União da Vitória.

A classe alega que decisões firmadas entre professores e Secretaria do Estado, no ano passado, não estão sendo respeitadas. Conforme a APP Sindicato, no retorno às aulas, professores se depararam com cortes de funcionalismo, cancelamento de turnos e classes, pressão para fechando de turmas acima da média e falta de pagamento. “Não recebemos o um terço das férias que nos é de direito, professores PSS foram demitidos e não receberam o acerto, outros ainda não receberam o salário de dezembro”, relata Salete.

Ainda conforme o Sindicato o Governo não dá brechas para o diálogo o que dificulta a tomada de decisões para o início do ano letivo. Inicialmente, o que deveria ser seguido, é uma agenda de encontros entre APP e Governo para decidir medidas a cada começo de ano, contudo, essas reuniões ainda não aconteceram. “Não sabemos se amanhã vão conversar, na próxima semana, ou não vão falar. Então, como não existe negociação ou diálogo poderá ser suspendido o serviço, é uma medida bem possível.”

Para a APP há dois cenários possíveis: a primeira é de começar o ano letivo em greve, mas, caso o Governo do Estado atenda alguns itens da pauta professores poderão chegar na Assembleia de sábado para estabelecer novos critérios de avanço nas discussões. “Pode ser que na assembleia, se houver respostas do Governo até lá, nós não optemos por uma greve imediata e que ela possa ser discutida para depois do Carnaval, ou pode ser também que ela não aconteça. Tudo depende do Governo conversar conosco”, explica Acir Batista Moreira, diretor regional da APP. “A greve é última instância, quando se esgotam todas as possibilidades.”

Pauta imediata

1.Retomada do pagamento de todos os PSS no último dia do mês.

2. Pagamento dos mais de R$ 70 milhões de progressões e promoções em atraso referentes a 2014.

3. Medida imediata para não atraso de salários e benefícios.

4. Cumprimento dos itens da greve de 2014, especialmente sobre pagamento sobre a formação e reconhecimento do tempo de serviço para promoções e progressão.

5. Retomada das Comissões: cargo 40 horas, porte de escola, educação especial, EJA, educação do campo, sócio educação;

6. Piso salarial: pagamento e equiparação salarial. Reajuste para 2015.

7. Piso para funcionários:  o maior desafio da meta 18 do Plano Nacional da Educação será instituir o piso aos funcionarás da escola para superação de igualdade. Reivindicação de reajuste para a classe conforme acordo em 2014 de 8,84%. A próxima definição será tomada em abril.

Calendário

Hoje a partir das 16 horas, em frente ao Núcleo Regional de Educação, professores estaduais irão realizar um encontro, para entregar ao chefe do Núcleo uma carta de repúdio às ações do Governo do Estado. Depois da reunião o grupo sairá às ruas de União da Vitória para panfletar.

No mesmo momento outro grupo de professores irá se reunir em frente a Secretaria da Fazenda, em Curitiba, para cobrar os repasses necessários à classe.

Já na sexta-feira diretores estaduais vão se reunir com representantes do Sindicato para discutir os repasses que ainda não foram realizados às escolas. Um exemplo é o fundo rotativo que não é pago desde o ano passado.

No sábado a assembleia irá decidir se haverá paralização ou não. Caso seja definida, na segunda-feira, os professores estarão nas escolas para informar sobre a decisão.

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