Por Mariana Honesko

A greve dos professores da rede paranaense atingiu ontem seu terceiro dia. Conforme a APP Sindicato, a paralisação deve seguir assim até a próxima semana. Já está confirmado, por exemplo, que na segunda-feira a categoria não volta para a sala de aula. Na terça-feira, professores da região de União da Vitória vão à Curitiba, para a marcha de protesto, que deve reunir 15 mil educadores na frente do Palácio Iguaçu. A expectativa, diz a categoria, é que o governo atenda os pedidos e amplie a negociação iniciada ontem, que avaliou quatro dos 13 itens defendidos pelo classe. “A negociação aconteceu mas os avanços foram pequenos”, avalia a presidente da entidade em União da Vitória, Maria Regina Martins Gelchaki. A adesão ao movimento na região é de 70%.
Negociação na mesa
De acordo com matéria publicada em seu site, o Governo do Paraná propôs que a compensação financeira seja creditada na folha de pagamento dos professores de agosto até o fim do ano e assumiu o compromisso da ampliação do tempo de hora-atividade do magistério a partir do início do próximo ano letivo. Hoje, os professores já têm garantidas 6 horas de hora-atividade. O Governo do Estado manteve a proposta de aumento salarial de 6,5% – o sindicato pede 8,2% – para os professores, mesmo índice que será aplicado às demais categorias de servidores do estado na data-base. Outra medida anunciada é incluir no projeto de lei da data-base um artigo estabelecendo que nenhum servidor público receberá salário abaixo do piso mínimo regional, que varia de R$ 948 a pouco mais de R$ 1 mil.