No segundo dia, grevistas protestam nas ruas

Professores seguem com paralisação em União da Vitória. Nesta quinta-feira, 24, movimento ampliou divulgação da pauta

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

Categoria quer dar visibilidade ao movimento grevista
Categoria quer dar visibilidade ao movimento grevista

Os gritos eram de protesto contra o governo de estado. Nesta quinta-feira, 24, em União da Vitória, professores da rede paranaense saíram às ruas. A intenção, garante a classe, era tornar público os motivos que levaram ao início da greve, no dia 23.

Depois de percorrem as principais ruas da cidade, a classe se reuniu na Praça Coronel Amazonas, no centro, onde exibiram faixas e gritaram contra, segundo o grupo, a falta de ação do governo de Beto Richa com os profissionais. “O nosso movimento é justo, legítimo e vai continuar por tempo indeterminado”, sinalizou a presidente da APP Sindicato em União da Vitória, Maria Regina Martins Gelchaki.

Nesta quinta-feira a adesão de professores e funcionários alcançava os 75%. Alguns profissionais seguem nas escolas, mas o pedido da APP é para que os alunos não sejam enviados aos estabelecimentos.

Maria Regina Martins Gelchaki
Maria Regina Martins Gelchaki

O que a classe exige

Os educadores querem que o Governo cumpra a Lei Nacional do Piso que, além do reajuste de 10,6% neste ano, prevê 33% de hora-atividade. O Magistério ainda cobra R$ 100 milhões relativos à avanços e progressos não pagos, bem como o cancelamento de desconto com do auxílio-transporte e ajustes no Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

Acompanhe Maria Regina Gelchaki sobre a paralisação: 

Polêmica

O cronograma para reposição das aulas ainda não foi definido. O assunto, inclusive, é alvo de crítica dos pais, especialmente neste ano, quando a Copa do Mundo será realizada no Brasil e provavelmente garantirá folga aos estudantes nos dias de jogo. No Portal Vvale a publicação da matéria sobre o início da greve gerou vários comentários e, a maioria, pontua – e critica – a reposição.

Nota Oficial 

O Núcleo Regional de Educação (NRE) de União da Vitória publicou nesta tarde uma nota oficial aos pais, alunos e professores que aderiram a greve. Nela há o pedido para que as escolas continuem abertas para que pais possam tirar dúvidas de quando haverá reposição de aula, e também para atender os alunos. “Os professores que não aderirem ao movimento de paralisação organizado pelo Sindicato precisam ter condições de trabalhar de forma habitual, com presença de qualquer número de alunos, para que possa ser considerada carga horária ofertada ao aluno e cumprida pelo professor”, comunica, em parte, a nota. 

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