Unespar decide hoje sobre rumo da greve

Outra assembleia geral está marcada para às 19 horas. Nela, professores, alunos e funcionários decidem se irão retornar às atividades

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Atualizado há 12 anos

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Na assembleia de terça-feira cerca de 150 grevistas se fizeram presentes. (Foto: Mariana Honesko).

Outra assembleia geral está marcada para logo mais, às 19 horas, com professores, alunos e funcionários da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) em União da Vitória. Uma das questões colocada para discussão é a continuidade da greve. Caso seja suspensa, a categoria entra em “estado de greve” e pode retornar às salas de aula na segunda-feira, 16, já com a presença de alunos. “Caso seja votada as aulas e outras atividades voltam ao normal”, comenta Aurélio Bona Júnior, pró-reitor de Extensão e Cultura e também representante do comando de greve do campus em União.

Outro assunto será o termo de compromisso firmado entre Governo do Estado com o Sindicato dos Professores do Ensino Superior, que ocorreu na terça-feira. Na ocasião, a categoria vai discutir sobre a validade e veracidade do documento e se ele já foi publicado em Diário Oficial. “Pois só se torna válido quando é publicado em Diário. Caso contrário não há acordo”, diz Bona.

No documento consta que o terço de férias dos docentes e agentes universitários será pago, em parcela única, até o fim deste mês. Também consta no documento que está descartada a hipótese de extinção do Fundo de Previdência da Paraná Previdência. Contudo, segundo Bona, caso o prazo não seja respeitado e na assembleia de hoje seja votada pela suspensão da greve, há possibilidade do movimento retornar com a paralisação. “Nesse caso realizaremos outra assembleia e votaremos pelo retorno da greve. Mas só se as propostas não forem cumpridas”, afirma.

Outro documento assinado na terça-feira pelo Governo do Estado revoga o decreto 546/2015, que criou um grupo de trabalho para coordenar a elaboração do Projeto de Autonomia para as sete universidades estaduais do Paraná. A revogação foi pedida na última semana por representantes dos sindicatos dos docentes e dos sindicatos mistos e pelos reitores das instituições. Conforme o pró-reitor do campus de União da Vitória, o grupo de trabalho desfavorecia as decisões da categoria, pois havia mais representes escolhidos pelo governo do que cadeiras ocupadas por militantes da educação superior.

Acordo

Para os alunos do campus, em especial os que representam os acadêmicos, não há acordo antes de todos os campi estiverem em condições de receber aulas. “Não concordamos não. Fizemos um acerto com o reitor que ninguém voltaria”, afirma Camila Schwarz, representante do Conselho Estudantil da Unespar/Fafiuv.

Ainda segundo Camila, o campus de Paranaguá está impossibilitado de receber os alunos. “Também falta pagamento do aluguel do prédio da FAP (Faculdade de Artes do Paraná) e EMBAP (Escola de Música e Belas Artes do Paraná)”, completa.

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