Unespar segue no vermelho e recursos são insuficientes

Campi local não consegue pagar despesas administrativas

·
Atualizado há 11 anos

unespar-educaXXXXo-dificuldades
Pouca coisa mudou após a greve na Unespar. (Foto: Jair Nunes).

Quase um mês depois de encerrar uma greve que dourou 30 dias, as reivindicações da Unespar ainda não foram atendidas, pelo menos em União da Vitória. O diretor do Campi local, Valderlei Garcia Sanches, disse que só recebeu 50% do aporte de custeio da Unespar. “Nós recebemos a metade do que é preciso para pagar as contas no 1º trimestre. Continuamos inadimplentes na praça”, reclamou Valderlei. Ele explicou que a verba de custeio serve para as despesas como água, luz, combustível e telefone.

Ainda de acordo com o diretor, outra parte do aporte de custeio deve ser liberada hoje ou na segunda-feira, 13. A Universidade Estadual do Paraná (Unespar) pode fechar as portas se não houver repasse da verba de custeio para este ano. Em União da Vitória são cerca de dez funcionários e 1200 alunos. “Os repasses estão saindo a conta gotas, nossa situação continua muito difícil”, resume Valderlei. Mesmo no vermelho, não há previsão de novas manifestações, que incluem paralisação de atividades. “O Sindi Unespar está em permanente negociação, pressionando para normalizar a situação”, disse.

Motivos da greve

Depois de um ano e dois meses de existência de fato e de direito, a Unespar já está ameaçada de extinção. Os diretores dos sete campi da Unespar repassaram ao Secretário Estadual de Fazenda, Mauro Ricardo, a necessidade dos R$ 124 milhões, previstos para despesas das instituições, aprovados na Lei Orçamentária Anual. Segundo o secretário, o governo priorizou o pagamento de pessoal, que chega a quase R$ 1,2 bilhão nas universidades. Depois de 30 dias de paralisação, a greve foi suspensa.

O Sindicato dos Docentes da Unespar informou que a categoria optou pela suspensão, mas mantém o estado de greve. “Se o governo estadual não cumprir com o acordo firmado com os sindicatos das universidades estaduais e deixar de pagar o terço de férias até o fim de março, mexer na ParanáPrevidência e limitar a autonomia universitária, deflagramos a greve mais uma vez”, explicou o presidente do sindicato, João Guilherme de Souza Correa. Março terminou e a Unespar continua em situação muito difícil. O Sindicato prometeu se pronunciar sobre o assunto nos próximos dias.

Fique sempre atualizado

Entre no nosso grupo do WhatsApp e siga nosso perfil no Instagram para não perder nenhuma notícia!