
O ano letivo recomeça entre os dias 7 e 15 de fevereiro. Mas, faltando menos de um mês para isso, nem todos os pais – ou responsáveis – organizaram o material de seus filhos. Falta tempo, falta dinheiro. Para os lojistas, ambas as opções estão certas. No caso do dinheiro, a falta dele também afeta o jeito de oferecer os produtos – os mais múltiplos possíveis para atender às listas.
Daniel, da Casa 2 Irmãos, em União da Vitória, por exemplo, disse que este ano o estoque não é nada exagerado. Não chega a ser modesto, mas quase. “Compramos o equivalente”, resume o empresário. Segundo ele, a sondagem de preços já começou, bem como a compra. É tudo tímido, lento. “Acho que o pessoal está esperando o salário de fevereiro para poder fazer a compra do material”, supõe.
Talvez seja esse o motivo que garante pouco movimento, por enquanto, na Papelaria São Jorge. A empresa tem 30 anos e há muito não vivia dias de tanta calmaria. “Parece que o pessoal deixa para a última hora. Já fizemos uma lista mas ninguém está comprando. E é meio geral isso”, comenta Rose Golemba, proprietária do estabelecimento, ao lado do marido.
Mais otimista está Célio Calikoski. Dono da atinga Livraria Catedral – agora, Célio – Artigos Religiosos – o empresário estreia no ramo de material escolar. Por ser a primeira vez, comprou pouco, mas está otimista. Reservou uma estante inteira para mostrar os produtos do novo semento. “Temos produtos para a educação infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental”, sorri. O “forte” da aposta são os lápis e os cadernos, bem em conta e de marcas reconhecidas. Otimista, espera começar com o pé direito.
Concorrência
Daniel e Rose concordam: a concorrência não é leal. Os empresários dizem que a oferta de material escolar em vários endereços, fora do gênero, dificulta a venda. Lembram que hoje, até em supermercados, é possível encontrar os produtos que as escolas pedem, inclusive, por preços mais em conta.
Procon orienta consumidores sobre pedidos das listas
O Procon de São Paulo divulgou recentemente em sua página algumas orientações sobre a lista de material escolar. Vale lembrar que nem tudo o que é pedido, realmente é necessário. Na verdade, alguns pedidos são até proibidos.
Conforme o órgão, “a escola só poderá requerer os materiais utilizados nas atividades pedagógicas diárias do aluno (folha de sulfite, papel dobradura, tinta guache, lápis, caneta, borracha), em quantidade coerente com as atividades praticadas pela mesma, sem restrição de marca”. Não pode ser incluído na lista, materiais de uso comum (produtos de higiene, limpeza, atividade de laboratório) bem como os utilizados na área administrativa. “A lista de material escolar deverá ser disponibilizada para que o consumidor tenha a liberdade de pesquisar preços e marcas dos materiais solicitados. Desta forma, a escola não poderá exigir que o mesmo adquira o material escolar em seu estabelecimento”, alerta o Procon.