Magarefes são recrutados na região de União da Vitória

Pouco popular na região, classificação é especialmente importante para os abatedouros que apostam na mão-de-obra local para aumentar quadro funcional

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Atualizado há 12 anos

Por Mariana Honesko

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Corte de carnes exige habilidade e vocação: açougueiro bom é peça rara no mercado. (Foto: Mariana Honesko).

O nome é um tanto diferente e bastante impopular, inclusive entre os profissionais do ramo. Não é todo dia que alguém esbarra em um magarefe. A profissão existe mas os adeptos à ela estão cada vez mais raros. É por isso que grandes empresas frigoríficas apostam no potencial da região para incrementar o quadro funcional de suas empresas.

Em Bituruna, por exemplo, conforme o portal da Agência do Trabalhador, cem pessoas com aptidão à função de magarefe estão sendo selecionados. Boa parte do grupo deve ser contratado neste final de ano em caráter definitivo pela empresa BRF, a antiga Perdigão, de Capinzal (SC). Embora desconhecida, a profissão já é sondada na região há quatro anos. “Procuramos na região porque ela tem potencial de captação. As vagas são para homens e mulheres”, explica o assessor administrativo da BRF, Jarbas Grauer.

De acordo com ele, até dezembro, o foco está na contratação de 200 novos funcionários. Hoje, a BRF conta com 4,3 mil funcionários. “E no ano que vem contrataremos mais. A meta é aumentar em 500 novos funcionários”, revela. Quem aceita a proposta de trabalho, vai encarar uma jornada longe de casa mas bem remunerada. “Aqui em Bituruna, temos já umas 40 pessoas empregadas”, revela Devanildo de Castro, da Agência do Trabalhador.

No cotidiano, o magarefe trabalha essencialmente na classificação e embalagens de carnes. Pronto, mistério desvendado. Dicionários técnicos vão além e descrevem a profissão com detalhes. Trata-se de um açougueiro classificador, com função adaptada ao serviço e rotina dos matadouros.

No açougue

Embora com perfil para abatedouro, o magarefe também pode ter sua função compartilhada nos açougues. Mas, conforme proprietários de empreendimentos do gênero, o encontro de alguém capacitado, ainda mais com potencial para magarefe, é algo raro. Bem raro. “Peça difícil de encontrar no mercado”, define o técnico em agropecuária e economista, Roberto Eugênio Trentin. “Açougueiro bom é difícil”, completa.

Para Trentin, a adesão à profissão é lenta, incomum e, quando ocorre, marcada por condições. Ele considera a profissão nobre, que vai além do julgamento pejorativo, por exemplo. “O açougueiro é um mestre das carnes”, sorri.

Interessado?

A Agência do Trabalhador de Bituruna segue com as vagas em aberto para a função. Outras informações pelo site www.bituruna.pr.gov.br e pelo telefone 3553-8083.

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