Nos bastidores de um programa de rádio realizado ao ar livre nos últimos dias, um maduro integrante do poder judiciário aconselhou um prefeito que começaria a ser entrevistado a não reclamar das dívidas e das contas a pagar que recebeu do antecessor. O digníssimo sussurrou que a prefeitura é um organismo vivo e contínuo que permanece sofrendo mutações e se desenvolvendo constantemente no tempo, por isso mesmo, não pode ser observado apenas de ano em ano mas sim no decorrer da história. E aconselhou mais: disse que as dívidas eram conhecidas e que ninguém obrigou o prefeito a ser candidato, então, que este não buscasse se eximir da responsabilidade e aproveitasse a oportunidade para mostrar toda sua capacidade e dar sua definitiva contribuição para o avanço municipal. Conselho bem ouvido e escutado.