Milho no Monjolo

Odilon Muncinelli

Milho no Monjolo – 13 de Julho de 2018

“GRAFIAS NOTURNAS”

“A literatura fantástica como meio para falar de problemas reais é o recurso utilizado na coletânea de contos “Grafias Noturnas”, livro de estreia do autor paranaense Luiz Fernando Riesemberg, nascido no dia 06 de outubro de 1980, em São Mateus do Sul, Paraná. Na definição do próprio autor, cada conto traz uma história sobre pessoas comuns tendo que conviver com inimigos poderosos e invisíveis, que podem ser manifestar na figura de um fantasma vingativo, uma epidemia mortífera ou a ambição humana. Depois de seis anos de prática e participação em concursos literários, Luiz Fernando Riesemberg resolveu ingressar de vez na carreira literária com a publicação do seu primeiro livro, com a temática que vem sendo uma tendência de vendas, que é a do terror e a do realismo fantástico, presente nos 21 contos da obra. No caso de Luiz Fernando Riesemberg, a intenção foi usar o desconhecido para abordar problemas da sociedade. “Histórias com vampiros e bruxos”, por exemplo, têm sido bastante consumidas. A inspiração vem de escritores renomados da literatura fantástica, como Ray Bradbury (Farenheit 451), Roald Dahl (Beijo com Beijo), Richard Matheson (Eu Sou a Lenda) e J.G. Ballard (Crash). “Também não faltam homenagens ao cinema, principalmente aos filmes “B’ dos anos 1970 e 1980, nem às clássicas séries de horror e fantasia. Assim como a maioria dos autores iniciantes, Luiz Fernando Riesemberg enfrentou dificuldades para a publicação de seu livro. Querendo fugir da fórmula de pagar para lançar, o autor trilhou um caminho mais demorado, até receber uma proposta da editora Biblioteca 24×7, especializada em escritores iniciantes”. (Fonte: Tribuna do Paraná). Nota: O autor é graduado em Jornalismo e em Letras. Mora em Curitiba.

“LUTAS POPULARES NO PARANÁ”

Recentemente, ocorreu o lançamento do livro “Lutas Populares no Paraná”, organizado pelo Centro de Formação Milton Santos-Lorenzo Milani. Oito momentos de lutas populares do Estado são resgatados na obra, a partir de artigos de especialistas nos temas. Da resistências dos povos indígenas, passando pela revolta dos posseiros e chegando nos “novos” movimentos sociais no Paraná, o livro comprova que a história do Paraná é marcada pela resistência dos povos. A obra é resultado de curso ofertado pelo Centro em 2015, em Curitiba, a militantes sociais do todo o Estado. Os organizadores do livro integram entidades que compõem o Centro Santos Milani: Ana Inês Souza e Ricardo Prestes Pazello, do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria), e Jonas Jorge da Silva, do Centro de Promoção dos Agentes de Transformação (CEPAT). A publicação tem apoio do Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais (IPDMS).

A ÚLTIMA

Além da Comenda “Pinhão do Vale”, propus e elaborei a mensagem para a criação dos Prêmios “Flor do Aguapé” (dois) a serem conferidos pela Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI).

Beira do Iguaçu, Julho de 2.018

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPR

Milho no Monjolo – 10 de Julho de 2018

“ARCABUZES”

“O romance “Arcabuzes”, de Noel Nascimento, (Editora Juruá, 2007, 280 páginas), esclarece a história, a realidade social brasileira em movimento. A Pátria nascida em luta contra o colonialismo, a revolução das massas urbanas em busca da Independência, da Abolição e da República. Como consequência destas duas últimas revela a guerra civil com a qual a contra-revolução envolveu o País. Forças legalistas e forças rebeldes travaram batalhas, verdadeiras chacinas de combatentes, de prisioneiros e, quando vitoriosas, caçavam os adversários políticos para degolá-los. Conta os fatos decisivos na formação do Brasil, partindo do ponto de vista do povo, personagem principal da História. Tendo como cenário os 3 Estados do Sul do Brasil, o leitor tem diante de si um livro que tenta decifrar o Brasil real na transição da Monarquia para a República. Afinal, deflagradas as lutas, a morte faz a colheita dos ódios plantados pelo poder”.

GRANDES NOMES 1 

Seja em verso ou em prosa, o Paraná está nas páginas de muitas obras literárias de destaque. Grandes nomes da literatura saíram do Estado para conquistar destaque nacional e internacional, colecionando prêmios importantes e reconhecimento. Entre eles estão alguns dos nomes mais consagrados da literatura paranaense, reconhecidos não apenas por seus leitores, mas também pela crítica e por grandes escritores. Vale citar Júlia da Costa, Erasmo Piloto, Fernando Amaro, Dalton Trevisan, Helena Kolody, Paulo Leminski, Jamil Snege, Cristóvão Tezza, Roberto Gomes, Wilson Bueno, Fábio Campana, Luci Collin, Domingos Pellegrini, Manoel Carlos Karam, Miguel Sanches Neto e tantos outros.

GRANDES NOMES 2

A literatura catarinense também tem seus grandes nomes. Entre eles: Marcelino Dutra, Virgílio Várzea, José Boiteux, Luiz Delfino, Delminda Silveira, João da Cruz e Souza, Salim Miguel, Enéas Athanázio, Deonísio Silva, Carlos Henrique Schroeder, Mauro Vieira Maciel, Nei Carvalho Duclós, Fernanda Machado, João Luiz Chiodini e tantos ouros.

“A ILHA NÔMADE” 

No final do mês passado, em Curitiba, ocorreu o lançamento do livro “A Ilha Nômade”, organizado pela produtora cultural Ana Maria Camargo. A obra é uma produção independente que reúne contos de 15 autores e pequenos textos de outros 13. Com ilustração de capa de Márcia Széliga e ilustrações internas de Igor Baldez, a orientação literária foi conduzida por Carlos Barbosa ao longo de um ano de trabalho.   São autores dos contos Ana Maria Camargo, Cleís Angelotti Selski, Custódio Bandeira, Geraldo Silva, Lou Rei, Marcela Meirelles, Marcelo Ivan Melek, Márcia Carazzai, Marília Remes, Neuza Helena Mansani, Patrícia Brenner Lopes, Renata Regis Florisbelo, Ricardo Tadeu, Roland Hasson e Vanusa Vicelli. As participações especiais são de Angélica Maria Juste, Bruna Brescancini, Caroline Gaertner, Cassiana Melek, Cybele de Carvalho, Katia Velo, Luísa Cristina dos Santos Fontes, Luísa Menegatti, Maria Marta Ferreira, Paulo Muro, Regina Manzochi, Thaís Amorim e Tonio Luna.

Beira do Iguaçu, Julho de 2.018

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPR

Milho no Monjolo – 06 de Julho de 2018

MONTEIRO LOBATO 

Na última quarta-feira, dia 04, foram lembrados os 70 anos da morte do escritor Monteiro Lobato. Nascido e falecido em São Paulo, “José Bento Renato Monteiro Lobato foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel  (“Contos da Carochinha”) da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, livros sobre a importância do ferro (Ferro, 1931) e do petróleo (O Escândalo do Petróleo, 1936). Escreveu um único romance, O Presidente Negro, que não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).  Contista, ensaísta e tradutor, Lobato nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles no livro Urupês, sua obra prima como escritor. Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis. É bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil. Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e ideias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, o sábio sabugo de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da famosa obra Sítio do Picapau Amarelo, que até hoje é lido por muitas crianças e adultos. Escreveu ainda outras obras infantis, como A Menina do Nariz ArrebitadoO SaciFábulas do Marquês de RabicóAventuras do PríncipeNoivado de NarizinhoO Pó de PirlimpimpimEmília no País da GramáticaMemórias da EmíliaO Poço do Visconde, e A Chave do Tamanho. Fora os livros infantis, escreveu outras obras literárias, tais como O Choque das RaçasUrupêsA Barca de Gleyre e O Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo, no Brasil, apenas por empresas brasileiras.” Fonte: Wikipédia, a Enciclopédia Livre).

 

A ÚLTIMA

“Loucura? Sonho Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira – mas tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum”. (Monteiro Lobato).

 

Beira do Iguaçu, Julho de 2.018

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 29 de Junho de 2018

“CASA VERDE” 1

No ano de 2010, ocorreu o lançamento do livro “Casa Verde”, de Noel Nascimento, com 174 páginas e selo da Juruá Editora.  Sinopse: “Casa Verde” é o romance que revela o Contestado como a grande guerra camponesa do Brasil, ocorrida no início do século passado na região disputada pela Argentina e a antiga questão de fronteiras entre Paraná e Santa Catarina. Monges recebidos e seguidos como santos pelos camponeses, en maioria pobres, pregavam e conduziam-nos à luta contra a opressão do coronelismo, das oligarquias e das companhias estrangeiras, luta pela terra e a implantação de uma monarquia que lhes garantisse os direitos. Essa Guerra tomou enormes proporções e nela se envolveram cerca de dois terços do Exército Nacional, tropas policiais do Paraná e Santa Catarina, forças de capangas a serviço das companhias estrangeiras e das oligarquias regionais. No Contestado há semelhanças com as guerras camponesas ocorridas quatrocentos anos antes na Europa, como as descreve Engels em “As guerras Camponesas na Alemanha”. “Casa Verde” esclarece que a essência da grande guerra camponesa no Contestado é a luta pela terra, e o chamado messianismo nada mais de que consequência da miséria no latifúndio.

 

“CASA VERDE” 2 

Noel Nascimento (1925-2012) é natural de Ponta Grossa, PR. Formou-se em Direito pela UFPR. Fez carreira no Ministério Público do Paraná e se aposentou como Procurador de Justiça. Era romancista, ensaísta e poeta. Colaborou durante décadas em jornais e revistas com ensaios, poemas e textos literários. Foi premiado nacionalmente com o romance “Arcabuzes” em que revela a guerra civil ocorrida no País. Em “Casa Verde” retrata o Contestado caracterizado como grande guerra camponesa do Brasil. Publicou “Coreto de Papel” e “Cosmonave” (poesias), “A escola Humanista”, defesa de um sistema protecional mediante o exercício da não violência, a persuasão, a solidariedade e a educação”, “A Nova Estética e o Novo Período Literário”, “A Revolução do Brasil”; “A Nova Civilização” e “Contos Fantásticos”. Era Noel Nascimento um pensador inconformado com a realidade que o rodeava, as contradições sociais que atormentavam a humanidade. Era  membro da Academia Paranaense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e do Centro de Letras do Paraná.

 

DIA NACIONAL DA ARAUCÁRIA

A árvore Símbolo do Paraná foi lembrada  no último domingo, dia 24. Criado pelo Decreto Presidencial de 19-05-2005, a data tem como objetivo chamar a atenção para a conservação dessa árvore, atualmente ameaçada de extinção. Vale lembrar ainda que a árvore é cantada em verso e prosa.

 

“CASOS E CAUSOS”

O “Casos e Causos” é o quadro da Revista RPC que dá espaço ao talento paranaense. Semanalmente, sempre aos domingos, o “Casos e Causos” exibe produções paranaenses, que revelam novos talentos na dramaturgia. São atores, atrizes, diretores, roteiristas e produtores envolvidos num projeto que vem rendendo muitos frutos há um bom tempo. Para saber mais sobre o “Casos e Causos”,  visite o site da Revista RPC.

 

Beira do Iguaçu, Junho de 2.018

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 26 de Junho de 2018

 

HISTÓRIA DA FEIJOADA 

feijoada é um dos pratos típicos mais conhecidos e populares da culinária brasileira. Composta basicamente por feijão preto, diversas partes do porco, linguiça, farinha e o acompanhamento de verduras e legumes, ela é comumente apontada como uma criação culinária dos africanos escravizados que vieram para o Brasil. Mas seria mesmo essa a história da feijoada? Historiadores e especialistas da culinária indicam que esse tipo de prato – que mistura vários tipos de carnes, legumes e verduras – é milenar. Remonta possivelmente da área mediterrânica à época do Império Romano, segundo Câmara Cascudo. Pratos similares na cozinha latina seriam o cozido, em Portugal; o cassoulet, na França; apaella, à base de arroz, na Espanha; e a casouela e o bollito misto, na Itália. Mas a feijoada tem as especificidades da culinária brasileira. O feijão preto é originário da América do Sul e era chamado pelos guaranis de comandacomaná ou cumaná. A farinha de mandioca também tem origem americana, sendo adotada como componente básico da alimentação pelos africanos e europeus que vieram para o Brasil. Roças de feijão e mandioca eram plantadas em diversos locais, inclusive nos espaços domésticos, em torno das residências, principalmente das classes populares. Segundo Carlos Alberto Dória, a origem da feijoada estaria no “feijão gordo”, o ensopado da leguminosa acrescido de toucinho e carne seca. A feijoada seria esse “feijão gordo” enriquecido ao extremo, com linguiças, legumes, verduras e carnes de porco. A inclusão do último ingrediente acima indicado levou Câmara Cascudo a questionar se a feijoada seria invenção dos africanos escravizados: sendo boa parte dos africanos seguidora do islamismo, como poderiam ter incluído a carne de porco no prato, já que a religião interdita seu consumo? O famoso folclorista brasileiro indica que a feijoada como a conhecemos, composta de feijão, carnes, hortaliças e legumes, seria uma combinação criada apenas no século XIX em restaurantes frequentados pela elite escravocrata do Brasil. Sua difusão teria se dado em hotéis e pensões, principalmente a partir do Rio de Janeiro. Porém, a propagação da ideia da feijoada como prato nacional seria consequência das ações dos modernistas para construir uma identidade nacional brasileira, segundo Carlos Alberto Dória. A feijoada seria um dos signos da brasilidade, caracterizada pelo tema da antropofagia, da deglutição cultural que permeou a formação da nação brasileira. Mário de Andrade apresentou essa perspectiva em seu conhecido livro “Macunaíma”, de 1924, durante um festim na casa do fazendeiro Venceslau Pietro Pietra, no qual participou o anti-herói. De acordo com Carlos Alberto Dória, a cena seria uma alegoria da cozinha nacional e das diversas etnias que entraram em contato no Brasil. Vinicius de Moraes também versou sobre a feijoada, em seu poema “Feijoada à Minha Moda”, retratando ao final a cena de difícil digestão do prato: Que prazer mais um corpo pede / Após comido um tal feijão? / Evidentemente uma rede / E um gato para passar a mão…   Por Tales Pinto, Mestre em História. Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja: PINTO, Tales dos Santos; “História da feijoada””. (Fonte: Brasil Escola).

 

A ÚLTIMA

“As duas melhores coisas na vida começam com C. Uma é cozinhar, a outra é comer”! (Chef Alex Gregory).

 

Beira do Iguaçu, Junho de 2.018

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 22 de Junho de 2018

 

HOMENAGEM 1

Pra começo de comnvesa agradeço a homenagem com fotografia que me foi prestada pela colunista Sitamar Luzia Brittes Dalmas na Coluna Radar, do Jornal O Comercio, em sua edição do dia 15 passado, pela passagem do meu aniversário. “Você nem notou, mas Radar observou”.

 

HOMENAGEM 2

Sensibilizado agradeço a homenagem que me foi prestada pelo comentarista Aluízio Witiuk, no Programa CBN Documento, da última segunda-feira, dia 18, pela  passagem dos meus 78 anos de idade. Agradeço ainda as palavras elogiosas que me foram dirigidas. Mas, pelo contrário, sou apenas um caboclo nascido e criado na Beira do Iguaçu, anotador da História Local, escrevinhador e versejador. Anotação:  Nascido em Rebouças, Paraná, Aluízio Witiuk  é professor de História.  assina os Programas “Momento da Educação”, na Rádio CBN  Vale do Iguaçu, e, “Caminho da Universidade”, na TV Mill. Colaborador com artigos em jornais e revistas. É membro da Academia de Letras do vale do Iguaçu (ALVI).

 

LUTO

Na última terça-feira, dia 19, em Curitiba, Paraná, morreu o velho e bom amigo Clotário de Macedo Portugal Neto, Desembargador Aposentado do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Presidente e Corregedor do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Atuou na Magistratura até 2007.   “Clotário de Macedo Portugal Neto era filho do Desembargador James Pinto de Azevedo Portugal e de Alice de Macedo Portugal. Nasceu no dia 24 de agosto de 1937, em Curitiba, Paraná. Casou-se com Aglaé Beatriz Vaz da Silva Portugal, com quem teve dois filhos. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba, Turma 1962.  Ingressou no serviço público em 25 de maio de 1955, tendo exercido os cargos de Auxiliar Judiciário no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e no Tribunal Regional Eleitoral. Advogou por 8 anos e ocupou vários cargos de confiança no Governo do Estado. Foi Chefe de Gabinete da Superintendência da Fundação Educacional do Estado do Paraná e Assessor de Gabinete da Secretaria de Educação. Ingressou na Magistratura em 29 de outubro de 1970, tendo sido nomeado para exercer o cargo de Juiz de Direito da Vara Cível da Comarca de União da Vitória, Paraná, onde permaneceu até sua promoção, em 1981. Ao cargo de Juiz de Direito Substituto da Comarca de Curitiba. Foi Juiz Titular da 1ª Vara da Fazenda Pública, Falências e Concordatas por quatro anos. Em 25 de abril de 1988 foi promovido, por merecimento, ao cargo de Juiz do Tribunal de Alçada, no dia 24 de fevereiro de 1995. Foi promovido a Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, através do Decreto Judiciário nº 181/95, tendo tomado posse em 14 de março de 1995. Aposentou-se em 16 de fevereiro de 2007. Membro do Tribunal Regional Eleitoral, onde exerceu a Presidência (2006) e a Corregedoria e Vice-Presidência (2005)”. – (Fonte; Tribunal de Justiça do Paraná).

 

Beira do Iguaçu, Junho de 2.018

Odilon Muncinelli é Membro da ALV I e do IHGPr

Milho no Monjolo – 19 de junho de 2018

LIDO, APRECIADO E ANOTADO

“Ele é Odilon Muncinelli, profissional, que completa 15 anos como colunista de O Comércio. Odilon Muncinelli contou sua história para o Programa CBN Linha Aberta, neste sábado, 14/04. Acompanhado da esposa, Aldair, ele revelou a inspiração para os 15 anos ininterruptos como colunista do Jornal O Comércio. Suas pesquisas são pontuais, precisas e colocadas como anotações. Em sua coluna bissemanal, publicada nas terças e nas sextas-feiras. – Odilon Muncinelli esbanja cultura e educação reescrevendo a história, fatos, pesquisa, questionando fatos, destacando acontecimentos e personalidades, sempre com credibilidade. “Sou um anotador da história que escreve com a sensibilidade da poesia”.

“O CONTESTADO”

“… A peça “O Contestado” de Romário José Borelli foi totalmente liberada à partir de 1979, depois da Lei da Anistia, com a montagem do Teatro Guaíra, em Curitiba. Depois aconteceram outras montagens em dezenas de cidades, centenas de palcos. Milhares de pessoas assistiram. Esta montagem, realizada pela UNESC é a 21ª. Portanto, exatamente onde nasceu, ela atinge a maioridade absoluta. Que alívio para mim!…”, afirmou o autor. Anotação: Nascido em Porto União, Santa Catarina, Romário José Borelli é autor do livro com o mesmo título.

LUTO

Na madrugada do último domingo, dia 17, em Tijucas do Sul, Santa Catarina, morreu em acidente automobilístico, aos 45 anos de idade, o estimado e bom amigo Eliéser Lourenzzetti, quando participava da prova ciclística Audax 400, de Florianópolis realizada neste final de semana. Nascido no dia 27 de março, em Joinville, Santa Catarina, era praticante do ciclismo, inclusive, era colunista da CBN Vale do Iguaçu, no assunto. Era membro do Grupo de Resgate em Montanha (GRM), de Joinville, Santa Catarina. Além de ciclista por esporte e competição, Eliéser Lourenzzetti era Diretor Geral do SENAC de Porto União e de Canoinhas. Além do grupo educacional, tinha acesso a vários grupos sociais. Participou ativamente da Comissão Central dos Festejos dos 100 Anos de Porto União, no ano de 2017.  Perdeu-se um grande amigo da História Local. Entristecido, peço ao  Senhor Nosso Pai e Nosso Guia que o receba e o tenha na Sua Santa Casa. Descanse em Paz! Apresento elevados sentimentos à jovem Reni, sua amada companheira por 22 anos.

 

A ÚLTIMA

Sensibilizado, agradeço aos amigos e às amigas a lembrança pela passagem do meu aniversário ocorrida no ultimo sábado, dia 16. A Aldair escreveu no “livro de rosto”:”O dia 16 de junho de 2018 já está findando e quero deixar registrada a minha alegria por curtir mais um aniversário do Odilon: 78 anos de vida bem vivida. Estamos juntos há 52 anos: um ano e meio de namoro, um ano de noivado e quarenta e nove anos e meio de casados. Dois maravilhosos filhos: Gianfranco e Giorgio. Quatro maravilhosos netos: Enzo Luigi, Cicero Domenico, Sarah Giulia e Pietro. Nossas noras/filhas: Andréia e Flávia. Um marido fiel, pai amoroso, avô dedicado, profissional íntegro, poeta, historiador, exemplo de cidadão. Deus permita muita saúde, amor e sabedoria, meu baita companheiro de todos os bons e maus momentos. Nosso abraço carinhoso”.

 

Beira do Iguaçu, Junho de 2.018

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 15 de Junho de 2018

 

A HISTÓRIA DA CACHAÇA

“A palavra cachaça é de origem polêmica. Algumas versões dadas por pesquisadores: Do castelhano Cachaza, vinho que era feito de borra de uva;Da aguardente, que era usada para amaciar a carne de porco (Cachaço);Da grapa azeda, tomada pelos escravos e chamada por eles de cagaça. A cachaça é genuinamente nacional. Sua história remonta ao tempo da escravidão quando os escravos trabalhavam na produção do açúcar da cana de açúcar. O método já era conhecido e consistia em se moer a cana, ferver o caldo obtido e, em seguida deixá-lo esfriar em fôrmas, obtendo a rapadura, com a qual adoçavam as bebidas. Ocorre que, por vezes, o caldo desandava e fermentava, dando origem a um produto que se denominava cagaça e era jogado fora, pois não prestava para adoçar. Alguns escravos tomavam esta beberagem e, com isso, trabalhavam mais entusiasmados.Os senhores de engenho por vezes estimulavam aos seus escravos, mas a Corte Portuguesa, vendo nisto uma forma de rebelião, proibia que a referida bebida fosse dada aos negros, temendo um levante.Com o tempo esta bebida foi aperfeiçoada, passando a ser filtrada e depois destilada, sendo muito apreciada em épocas de frio. O processo de fermentação com fubá de milho remonta aos primórdios do nascimento da cachaça e permanece até hoje com a maior parte dos produtores artesanais. Existem atualmente pesquisas de fermentação com diversos produtos denominados enzimas que, aos poucos, estão substituindo o processo antigo.A cachaça sempre viveu na clandestinidade, sendo consumida principalmente por pessoas de baixa renda e, por isto, sua imagem ficou associada a produto de má qualidade. Mas atualmente ela ascendeu a níveis nunca antes sonhados e hoje é uma bebida respeitada e apreciada mundialmente, já tendo conquistado a preferência de pessoas de alta classe e sendo servida em encontros políticos internacionais e eventos de toda espécie pelo mundo afora. O apelido “Pinga” veio porque o líquido “pingava” do alambique. A Cachaça está consagrada como brasileiríssima, é apreciada em diversos cantos do mundo e representa nossa cultura, como a feijoada e o futebol. O Decreto 4.702 assinado em 2002 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, declara ser a Cachaça um destilado de origem nacional. A Cachaça é original do Brasil! (Fonrte: Mapa da Cachaça).

CAPITAL ESTADUAL DO STEINHAEGER

Porto União nasceu em 1917, em razão do “Accordo de Limites” firmado entre o Paraná e Santa Catarina. Como referência à sua gastronomia apresenta em destaque o “xixo”, (ou “chicha”), acompanhado do steiinhaguer,  uma bebida alcoólica produzida pela Destilaria Doble W, desde 1962, pelo piomeiro Wenzel Rulff. Por isso, Porto União é tida, oficialmente, como a Capital Estadual do Steinhaeger.

 

Beira do Iguaçu, Junho de 2.018

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho No Monjolo – 08 de Junho de 2018

LIVROS SOBRE A COPA DO MUNDO

“A Copa do Mundo é um prato cheio para quem trabalha com literatura. De quatro em quatro anos, o evento nos presenteia com acontecimentos que podem preencher centenas de páginas de jornalistas, historiadores e até romancistas. Nas últimas décadas, livros sobre jogos, escalações e até mesmo histórias envolvendo a organização do Mundial tomaram as prateleiras de livrarias pelo País.  Confira cinco livros sobre o assunto: 1. “82 – Uma Copa, Quinze Histórias” (De Carlos Barbosa, Carlos Ribeiro e Carlos Vilarinho). 2. “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos” (De Mauro Beting). 3.Glória Roubada – O Outro Lado das Copas”  (De Edgardo Martolio). 4. “Os 5 Maiores Jogos das Copas do Mundo” (De Paulo Vinícius Coelho). 5.  “Deuses da Bola: Mais de 100 Anos da Seleção Brasileira” (De Eugenio Goussinsky e João Assumpção).

PRÊMIO PARANÁ DE LITERATURA

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Paraná de Literatura 2018. Em sua quinta edição, o Concurso da Biblioteca Pública do Paraná e da Secretaria de Estado da Cultura selecionará livros inéditos em três categorias que homenageiam escritores importantes da literatura paranaense: Romance (Prêmio Manoel Carlos Karam), Contos (Prêmio Newton Sampaio) e Poesia (Prêmio Helena Kolody). O vencedor de cada categoria receberá R$ 30 mil e terá sua obra publicada pelo selo Biblioteca Paraná, com tiragem de mil exemplares (que serão distribuídos gratuitamente em bibliotecas estaduais e diversos pontos de cultura do País). Os premiados também receberão 100 cópias de seus livros e poderão, mais tarde, reeditar os trabalhos por outras editoras. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 12 de julho por meio de um formulário disponível no site bpp.pr.gov.br. As obras concorrentes serão avaliadas por uma Comissão Julgadora formada por um presidente e nove membros (três em cada categoria). O resultado será divulgado até a primeira semana de dezembro.

VISITA ILUSTRE 

Na última quarta-feira, dia 06, recebi a visita ilustre da pesquisadora e escritora Rosa Maria Tesser,  nascida em Irani, Santa Catarina.  É autora dos livros “O Espírito Catarinense do Homem do Contestado” (2001), “O Contestado – a História Que o Brasil Não Conhece” (2005), “A Guerra do Contestado – Um Século de Vidas e Histórias” (2012) e “Claro Gustavo Jansson, o Fotógrafo de Contestado” (2016).

 

A ÚLTIMA

No último sábado, dia 02, em Campo Alegre, Santa Catarina, o empressário e velho amigo Fernando Bohrer,  ex-Vereador e ex-Prefeito Municipal de União da Vitória, Paraná, “mudou-se para o andar de cima”, aos 65 anos de idade.

Beira do Iguaçu, Junho de 2.018

Odilon Muncinelli ´é Membro da ALVI e do IHGPr

Milho no Monjolo – 05 de Junho de 2018

OPINIÃO

A Guerra do Contestado ou Guerra Xucra (1912-1916) envolveu os militares, os coronéis, os sertanejos, os jagunços e os vaqueanos. Todos contaram a sua história ou estória. No entanto, um renomado pesquisador afirma taxativamente: – “ambos os lados, mentem!”.

UMA HERESIA HISTÓRICA

Na Avenida Iguaçu, à margem esquerda do Rio Iguaçu, nas proximidades do Monumento ao Tropeiro, o Município colocou uma placa indicativa e informativa que diz textualmente: “Em 1842, a pedido do Cel. Amazonas, o tropeiro Pedro Siqueira Cortes descobriu uma passagem rasa no rio. Ficou conhecida como ‘Vau do Iguaçu’, local onde se pode cruzar o rio a pé ou a cavalo. Usando essa passagem, o caminho das tropas entre Palmas e Palmeira ficou mais curto e reduziu o tempo gasto com o transporte do gado quase pela metade. Nesse local, das paradas dos tropeiros para descanso ou para atravessia do rio Iguaçu, nasceu a cidade de União da Vitória!” Olha só que heresia histórica! Absolutamente impossível! Isto porque o Coronel Amazonas de Araújo Marcondes nasceu no dia 17 de dezembro de 1847 (mil oitocentos e quarenta e sete). Tão somente cinco anos depois daquele inusitado pedido! Pois é, minha gente, lamentavelmente, o dinheiro público está sendo usado em desserviço da História Local. (Os destaques são meus).

 

MAIS UMA OBRA

Já esta nas livrarias o livro “Minhas  Lembranças Missionárias”, de Dom Water Michael Ebejer, Bispo Emérito de União da Vitória, Paraná. Trata-se da sua sexta obra. Anotação: Nascido no dia 03 de agosto de 1929, em Dingli, na Ilha de Malta, (Mar Mediterrâneo), Dom Walter Michael Ebejer já vive no Brasil há mais de 60 anos, pois, chegou ao Brasil no dia 21 de dezembro de 1957. No dia 03 de dezembro de 1976, foi eleito o primeiro Bispo Diocesano da Diocese de União da Vitória, Paraná. Tornou-se Bispo Emérito no dia 30 de março 2007, após trinta anos de Episcopado. Ocupa a cadeia n. 9, da Academia de Letras do Vale do Iguaçu (ALVI), como Membro Fundador. Por fim, um Edifício localizado na Rua Cruz Machado, em União da Vitória, Paraná, leva o nome de Dom Walter Michael Ebejer, numa justa e merecida homenagem.

ESCREVE A LEITORA

“Muito linda a sua mensagem, Odilon. Parabéns pela pesquisa e capacidade de organização do texto e pela bela interpretação de sua Assessora permanente, Aldair”. (Texto da confreira e boa amiga  Therezinha Leony Wolff, no “livro de rosto”, ao referir-se à apresentação da maestrina Gisa Storck, por ocasião da outorga da Comenda Pinhão do Vale, em sua edição de 2018).

 

ÚLTIMA

A Coluna de hoje é dedicada ao meu neto Enzo Luigi Muncinelli, por sua brilhante e elogiada atuação escolar e aplicação aos estudos, em destaque no último Conselho de Classe do Colégio São José de Porto União, Santa Catarina.

Beira do Iguaçu, Junho de 2.018

Odilon Muncinelli é Membro da ALVI e do IHGPr