Pouca votação, muito discurso

sessaoAs pautas das reuniões da Câmara de vereadores de Porto União têm sobrado homenagens e moções e são poucos os projetos em tramitação. E os que se apresentam, a maioria estão nas comissões permanentes.

Com tempo de sobra, os vereadores partiram para o discurso, alguns de relevância e com assuntos proveitosos. Um desses pronunciamentos pertinentes foi o do vereador Carlos Roderlei Pinto.

Carlos destacou a iniciativa do Governo do Paraná em construir a quarta ponte, mas lembrou que outros assuntos como enchentes e a necessidade de ações que diminuam os efeitos de cheias como a de 2014.

Para Carlos é preciso calcular os efeitos de 60 centímetros a menos nas enchentes, levando-se em conta a construção de um canal extravasor. “A ponte custa R$ 35 milhões, enquanto que o canal custaria R$ 15 milhões”, disse.

Já o vereador Elio Webber cobrou mais engajamento na festa do Steinhaeger e do Xixo, pelos comerciantes de Porto União.

Para criar o clima, segundo o vereador, seria bom que as lojas enfeitassem suas vitrines para ajudar a fomentar a festa e demonstrar união para com as causas do turismo na cidade, afinal turismo é dinheiro.

Webber disse que o turismo só não vai melhor, porque cada um puxa a brasa para seu assado e a desunião do setor fica evidente.

Quem abriu os discursos foi o vereador Gildo Masselai que criticou uma operação tapa buracos de emergência, realizado no último final de semana na SC 135 na região do distrito de São Miguel da Serra.

Masselai acusou a empresa de jogar dinheiro fora com um “paliativo” muito mal feito. Quando encaminhou suas denuncias à mesa diretora  e pediu para Câmara enviá-las ao Ministério Público, ouviu do presidente, Luiz Alberto Pasqualin, que nem todos os vereadores concordavam com seu pronunciamento, e que o caminho correto para encaminhar as denúncias seria pelo gabinete do vereador.